Um dos mortos em tiroteio em Guarapuava estava servindo ao Exército

No dia do confronto, Leonardo Felipe Rieger estava cumprindo férias. Ele integrava o 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado, de Foz do Iguaçu

Uma nova informação se soma às investigações do tiroteio que ocorreu no estacionamento da rodoviária de Guarapuava no dia 5 de abril. Um dos mortos no confronto, Leonardo Felipe Rieger, de 19 anos, estava cumprindo serviço militar obrigatório no 34º Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMec), de Foz do Iguaçu. Ele estava de férias e seria licenciado do serviço militar no dia 27 de abril. Além de Leonardo, que segundo a polícia estava envolvido com tráfico de drogas, um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e um segundo traficante morreram no confronto.

Leonardo tinha um salmo bíblico tatuado num dos braços. “Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem” (Foto: Divulgação)

A informação de que Leonardo integraria o Exército de Foz do Iguaçu, cidade em que morava, começou a circular poucos dias após o confronto, quando a Central de Morte do município divulgou a profissão de Leonardo como militar no obituário local. A informação foi confirmada nesta sexta feira (13) pela assessoria de comunicação do 34ª BIMec com exclusividade ao Portal RSN.

Em nota, a assessoria de comunicação informou que Leonardo entrou no Exército no dia 1º de março de 2017. Inicialmente ele seria licenciado no dia 12 de janeiro deste ano, porém, o prazo foi adiado para 27 de abril devido a Leonardo apresentar problemas de saúde e se afastar da corporação por cumprimento de medidas administrativas. A assessoria não informou qual seria o problema de saúde que gerou o afastamento.

Um dia após o tiroteio na rodoviária, durante coletiva de imprensa, o comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar de Guarapuava, tenente-coronel Mário Jorge, informou que Leonardo morava em Foz do Iguaçu, mas era natural de Quedas do Iguaçu. Até então a informação de que ele era militar não tinha vindo à tona.

O CASO

Além de Leonardo, um segundo traficante que ainda não foi identificado oficialmente morreu no confronto com policiais no estacionamento da rodoviária de Guarapuava. A demora na identificação deste segundo, de acordo com o Instituto Médico Legal (IML) do município, envolve questões burocráticas. A dificuldade estaria, de acordo com informações extraoficiais, no fato de que este segundo teria três carteiras de identidade.

INVESTIGAÇÃO

Adriano Andrigo Pires era natural de Rio Negro, no Paraná (Foto: reprodução/Facebook)

No dia do confronto, o Bope de Curitiba estava em Guarapuava para investigar um carregamento de drogas. O tenente-coronel Mário Jorge, comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, não confirmou se este carregamento chegaria na cidade ou se sairia de Guarapuava para outro município. O alvo dos policiais do Bope era uma mulher, que não teve a idade revelada. Eles deveriam encontra-la no estacionamento da rodoviária. No entanto, a equipe de policiais que liderava a operação foi surpreendida por três homens, que chegaram no local em um Azera preto. Informações extraoficiais indicam que dos três traficantes, dois teriam entrado na viatura descaracterizada em que estava o policial Adriano Andrigo Pires, de 28 anos, morto no tiroteio. Neste momento é que o confronto teria se iniciado. A polícia ainda não confirma esta versão.

Logo após o início do tiroteio, o terceiro envolvido fugiu do local e ainda não foi localizado.

APOIO

Confronto teria sido iniciado dentro do carro prata (Foto: RSN)

Na viatura descaracterizada em que Adriano estava, o acompanha um segundo policial, também do Bope. Outros três policiais de Curitiba davam apoio à operação nas redondezas da rodoviária. Policias militares e do Choque, de Guarapuava, estavam à paisana na região e também davam suporte à ação.

No momento em que o tiroteio começou, o policial que acompanhava Adriano foi ferido, mas não correu risco de morte.

Poucas horas após o crime, a polícia localizou uma casa no bairro Vila Bela, que pode ser a casa do terceiro envolvido. No local foram localizados 17,5 quilos de crack, 5,5 kg de maconha, 1 kg de haxixe, 265 unidades de ecstasy, além de munições de pistola calibre .45 e de fuzil calibre 556mm.

Em Guarapuava, o caso está sendo conduzido pela delegada Amanda Ribeiro.

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