Vendas da indústria de alimentos crescem e o setor opera em 97% no PR

A informação apresenta que durante a pandemia, a comercialização do setor manteve um crescimento estável e a soma do primeiro semestre revela avanços

O boletim traz os resultados do Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central (Foto: Reprodução/AEN)

Um dos principais segmentos atuantes no Paraná é a indústria de alimentos. Atualmente, esse é o setor com o nível de operação mais elevado no Estado. De acordo com a Agência Estadual de Notícias, ao setor alcançou 97,2% do patamar pré-pandemia. O dado foi apresentando no boletim conjuntural divulgado nessa quinta (23) e elaborado pelas secretarias de Fazenda e Planejamento e Projetos Estruturantes.

A informação apresenta que durante a pandemia, a comercialização do setor manteve um crescimento estável e a soma do primeiro semestre revela avanços significativos em relação ao mesmo período do ano passado. Desse modo, nos primeiros seis meses do ano, as vendas de cereais, farinha, sementes, chás e café foi aquecida, chegando aos 34%.

Da mesma maneira, carnes, peixes e frutos do mar 17% e laticínios, ovos e mel 7%. Por outro lado, o segmento de restaurantes e lanchonetes segue como o mais afetado pela pandemia, com um índice de vendas de 45% na última semana na comparação com o início de março. Além disso, o boletim revela que o comércio pela internet ou televendas segue como opção de compra para grande parte dos consumidores.

As medidas de isolamento social inverteram o cenário de antes da pandemia, quando o comportamento de consumo destes produtos pendia para a modalidade presencial. Na primeira semana de março, período que serve como base comparativa, 55% dos consumidores optavam por frequentar as lojas.

ATIVIDADE ECONÔMICA

(Foto: Reprodução/Pixabay)

O boletim também apresenta os resultados do Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central, que mostra a comparação entre o valor nacional e dos estados do Sul do país entre janeiro e maio. Segundo a Agência Estadual de Notícias, apesar dos impactos da covid-19 sobre as atividades produtivas paranaenses, a economia do Estado apresenta comportamento menos desfavorável do que em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, exibindo também performance melhor que o do País.

“Neste recorte, o índice paranaense ficou em 93,1 em maio – ou seja, está em 93,1% do índice de janeiro de 2020, que foi considerado como 100. Também em maio, o índice do Brasil atingiu 86,4, enquanto o Rio Grande do Sul alcançou 92,3 e Santa Catarina atingiu 90,3”.

Outra informação importante é a do percentual de empresas abertas, que passou de 87% para 93% na semana de 13 a 17 de julho. Assim, o índice foi semelhante aos atingidos nos meses de maio e junho, que registraram médias de 91% e 94%, respectivamente. O boletim considera como ativa a empresa que emitiu ao menos um documento fiscal de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal tributo estadual.

E além disso, que utiliza o índice de 100% para o período de normalidade econômica da pré-pandemia (9 a 13 de março). Assim, possibilitando uma comparação da atividade econômica nos meses subsequentes.

SETORES

(Foto: Reprodução/Pixabay)

A semana encerrada em 19 de julho, teve uma pequena redução nas vendas de supermercados e farmácias. Os setores levavam uma alta pontual no consumo duramente o período em que vigorou o decreto com medidas mais restritivas de circulação (1 a 15 de julho). Segmentos como áudio, vídeo e eletrodomésticos e materiais de construção e ferragens tiveram pequena alta.

Os setores varejistas ligados ao funcionamento de shoppings e centros comerciais registraram uma pequena reação na semana passada, em relação ao período de restrição. Porém ainda sofrem com a forte redução das vendas em julho. É o caso de vestuário, calçados e cama, mesa e banho.

PRODUTOS

Os segmentos de automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus mostram reação após três semanas de queda, voltando aos mesmos patamares de junho. Automóveis atingiram o patamar de 110% e caminhões e ônibus 125%. Em relação ao período anterior à pandemia, a venda de motocicletas segue distante do padrão normal, na casa de 79%.

O desempenho do ramo de produtos químicos também chama a atenção. Na semana passada o setor teve o maior crescimento, saltando 30 pontos porcentuais nas vendas e chegando a uma tax de operação de 120% na comparação com março.

EXPORTAÇÕES 

O comércio exterior ligado ao setor de venda de máquinas, equipamentos e carros para o exterior atingiram patamares superiores aos de março, após cerca de 10 semanas de baixa. Já as exportações de alimentos e matérias-primas mantiveram a tendência de alta, principalmente devido ao comportamento do câmbio.

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