Alunos organizam projeto de lei para garantir gratuidade do transporte em Pinhão

 Proposta de iniciativa popular pode ser entregue à Câmara ainda nesta semana. Prefeitura declara não possuir condições de arcar com 100% da frota municipal

gratuidade do transporte universitário para estudantes pinhãoenses permanece indefinida. Nesta semana, um grupo de universitários se organiza recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado e na produção de um projeto de lei de iniciativa popular que torne permanente o fornecimento de transporte coletivo de estudantes gratuito no município.

“A prefeitura não liberou os ônibus que precisávamos até abril, então estamos correndo pra tentar organizar tudo pra voltar a tempo. O projeto está sendo trabalhado para ser concluído e votado o quanto antes, então pode ser que esta semana ele esteja pronto”, declarou Ana Flávia Caldas do Pilar, que reside em Pinhão e cursa Matemática na Unicentro. Ela é uma dos 14 estudantes que integram essa comissão.

Administração e estudantes discutem sobre a situação do transporte na cidade (Foto: Ascom/Prefeitura de Pinhão)

De acordo com a prefeitura, um outro grupo de estudantes discute a reativação da Associação de Universitários de Pinhão (AUP). O procedimento é necessário para atender a sugestão da administração municipal que propõe a oferta de que cinco ônibus, que estão em boas condições de circulação, sejam ofertados gratuitamente. Esses veículos podem fazer o transporte universitário de sete linhas, do total de 13 que o município possui atualmente. Para os demais ônibus, a proposta da prefeitura seria a contratação de uma empresa pela Associação dos Estudantes e seu custo, dividido entre os alunos usuários.

Nesta terça (15), este grupo elabora o cadastro de quem precisa do transporte, em uma sala da Prefeitura com o auxílio de funcionários municipais. O procedimento segue até está sexta feira (18). Em entrevista a uma rádio local, o prefeito em exercício declarou que, de modo gratuito, foi possível ofertar o transporte em 2017 e 2018, mas este ano, não há como atender toda a demanda.

“Não estamos, em nenhum momento, nos furtando de contribuir e, inclusive já abrimos as portas do gabinete para a equipe representativa dos universitários para trabalharmos juntos e termos um entendimento de forma unida e justa. A Prefeitura não está chegando e impondo isso, estamos expondo e buscando discutir o que é possível fazer”, destacou Beraldo.

Se o grupo de estudantes entregar o projeto de lei, ele deve ir à votação na Câmara de Vereadores local nos próximos dias.

 

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