Assembleia geral decide sobre estado de greve na Unicentro

Servidores estão há mais de três anos sem reajuste e perdas chegam a 17%

(Foto: Arquivo/RSN)

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior da Unicentro (Sintesu) está convocando docentes e agentes universitários para uma assembleia geral extraordinária nesta quinta (6) em Guarapuava, e na sexta (7) em Irati. Em janeiro de 2016 foi a última vez que os servidores públicos do Paraná receberam reajuste da data-base. Nesse período de mais de três anos sem a reposição da inflação, a defasagem chega a 17%.

De acordo com Danny Jesse F. Nascimento, presidente do Sintesu, as assembleias estão pautadas na data-base da categoria (30 de maio), estado de greve pelo não pagamento da data-base, e paralisação no dia 14/06.

“Sobre a reposição da inflação, a tendência é que entremos em Estado de Greve e, caso se confirme um novo calote por parte do governo, iniciamos a greve”.

A proposta do Sintesu é aderir à paralisação do dia 14/06, e engrossar as reivindicações do pagamento da reposição da inflação. Além das perdas inflacionárias, a paralisação é contra a reforma da previdência. “A proposta como está hoje é uma afronta aos direitos básicos do trabalhador”.

As assembleias serão no Miniauditório do Programa de Pós-Graduação em Biologia, no campus Cedeteg em Guarapuava, nesta quinta (6) às 8h15. No campus Santa Cruz, será às 10h15 no Auditório do Sintesu, que fica rua Salvatore Renna, 808. E em Irati, a assembleia foi convocada para esta sexta (7) no Auditório Denise Stoklos, às 10h15.

“A partir de sexta, após a assembleia em Irati, caso aprovado, já estamos em Estado de Greve. Daí temos os trâmites internos e que informar a Universidade sobre a decisão”.

De acordo com a direção do Sintesu, o Estado de Greve é uma forma de alertar o governo sobre uma possível paralisação, devido aos prejuízos causados à classe trabalhadora. Caso o prejuízo se confirme, nova assembléia é convocada para deflagrar a greve.

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