Atuando com adestramento de cães, guarapuavana une trabalho e amor

Há 10 anos, Daniele decidiu trocar as mesas de escritório pela companhia dos cachorros

(Imagem: Reprodução)

Aos 32 anos, a guarapuavana Daniele Prado percebeu que o trabalho dentro de um escritório, na área de sua formação profissional em relações internacionais não a deixava feliz. A decisão em buscar algo que mudasse sua rotina e aproximasse seu trabalho de atividades que lhe dessem prazer, veio de uma compreensão pessoal.

“Eu morei em Florianópolis, trabalhei na minha área, mas não me adaptei. Não consigo trabalhar atrás de uma mesa. Como eu sempre quis trabalhar com cachorros comecei a trabalhar em pet shops, primeiro com estética canina e depois com adestramento”, conta.

Embora o mercado na capital catarinense fosse muito favorável ao ramo escolhido pelo coração de Daniele, alguns problemas como a violência urbana, a fizeram voltar para casa. “Eu já estava meio com pânico de andar na rua, quase não andava nem de bolsa”, recorda.

Agora, com dez anos de experiência na profissão, ela é a única mulher no ramo em Guarapuava. Aqui, ela começou devagar e, pouco a pouco, tem conquistado um espaço animador. Com a metodologia motivacional, Daniele faz atendimento a domicílios. Em média, segundo ela, são três atendimentos semanais para cada cão, com duração de tempo conforme o perfil de cada animal. Mas, tudo isso, pode ser discutido segundo o histórico do cachorro e o desejo do dono.

(Foto: arquivo pessoal/Daniele Prado)

“Cada cachorro tem uma personalidade, cada personalidade é um tipo de trabalho. Não é a mesma coisa de você pegar e comprar um livro de adestramento, se você tiver dois cachorros diferentes, um você pode conseguir e o outro não. Tem histórico do cão, se ele tem trauma, isso é sempre considerado”.

O segredo de tudo, segundo ela, é levar o amor e a paciência em cada treinamento.

Me encontrei no meu trabalho porque ele não tem rotina, né? Cada cão é diferente do outro. É uma profissão que exige extrema paciência, não posso erguer a mão para o cachorro porque meu trabalho é baseado em estímulos positivos e não negativos. O cão tem que ir treinando e brincando, tem que fazer associando que é uma brincadeira muito legal. Tudo isso vai deixar cada vez mais prazerosa a relação dele com o dono. É assim!

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