DIA MUNICIPAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA: Orlando Silva diz que Câmara proporcionou momento inédito

Guarapuava – O educador Orlando Silva, que coordena o Kundun Balê, disse ontem (17) na Câmara de Vereadores que a polêmica gerada em torno do Feriado Municipal da Consciência Negra.
“Esse foi um momento de conscientização política em que nossos funcionários diretos (prefeito, deputado e vereadores) sentaram para discutir Guarapuava”, comentou.
De acordo com Orlando Silva, é esse tipo de consciência que a data (20 de Novembro) sugere.
“O simples fato desta lei estar gerando um debate e de fazer com que as pessoas mostrem quem são e o que pensam em relação à etnia negra já é válido, pois o que está sendo colocado em evidência se trata de uma demonstração típica do velho preconceito que está embutido nas pessoas e que todos negam”, afirmou.
Orlando Silva disse também que o vereador João Napoleão foi corajoso em propor o feriado municipal e que a oportunidade de lideranças negras se pronunciarem na Câmara é um fato inédito na história política de Guarapuava.
O educador lamentou, porém, o despreparo da escola em relação à temática da cultura afrobrasileira.
“Chegamos ao cúmulo de ter a obrigatoriedade legal para que a história africana e afrobrasileira sejam incluída no curriculo escolar. Mesmo assim esse ensino se torna deficiente pelo despreparo dos nossos educadores”, observou.
Orlando Silva expôs o trabalho que vem sendo feito pelo Kundun Balê no quilombo Paiol de Telha e que é referência para o País.

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