Dr. Rosinha reafirma apoio à exigência do diploma de jornalista e critica demissões no Paraná

Brasília – O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) voltou a defender nesta terça-feira, dia 9, em Brasília a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, e criticou a série de demissões anunciadas esta semana por um jornal do Paraná.
O Supremo Tribunal Federal (STF) remarcou para as 14 horas desta quarta-feira (10/6) o início ao julgamento do recurso que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma. O processo é o segundo da pauta do plenário do STF.
“Derrubar a exigência de formação superior específica em jornalismo é algo que não interessa à sociedade brasileira”, avalia Dr. Rosinha. “A população tem direito de receber informações apuradas por profissionais com formação apropriada. Dizer que o diploma ameaça a liberdade de expressão é uma falácia.”
O parlamentar petista também comentou as demissões anunciadas pelo jornal “Folha de Londrina” em sua sucursal de Curitiba. Dos 33 jornalistas que atuam na redação, 18 seriam demitidos, segundo informação publicada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR).
“Toda demissão de um trabalhador é um ato de violência. Sou solidário aos jornalistas demitidos”, afirmou Dr. Rosinha. “Num momento de crise, as empresas também precisam demonstrar alguma solidariedade aos trabalhadores que ajudam a construir a própria credibilidade dos veículos. Eles não podem ser simplesmente descartados.”
O Sindijor-PR promove, às 13 horas desta quarta-feira, um protesto no Centro de Curitiba em defesa do diploma de jornalismo e contra a série de demissões na “Folha de Londrina”. A manifestação acontece no calçadão da Rua das Flores, na Boca Maldita. A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) também fará um ato na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Sobre o diploma
Em março de 2004, o então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, declarou-se favorável à exigência do diploma de curso de jornalismo para obtenção do registro profissional que permite o exercício da atividade.
Em parecer remetido na época ao STF, Fonteles afirma que uma notícia “mal formulada ou equivocada” pode vir a causar “grave comoção social ou danos de severa monta”. “Não estamos diante de uma atividade vulgar, que prescinde de conhecimentos técnicos. Banalizar a questionada profissão a ponto de considerar que não merece regulamentação específica é desmerecer a realidade comum dos fatos”, afirmou o procurador.
Em setembro de 2008, pesquisa nacional CNT/Sensus apontou que 74,3% da população brasileira é a favor da exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dos dois mil entrevistados em 24 Estados do país, apenas 13,9% se declaram contra o diploma, e outros 11,7% não souberam ou não responderam.

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