Durski volta a afirmar que “confinamento é absurdo”

Dono da Madero e de outros restaurantes repete a teoria do presidente Bolsonaro, assim como Luciano Hang, dono da rede Havan

Durski: “O Brasil não pode parar por cinco ou sete mil mortes” (Foto: Divulgação)

O empresário prudentopolitano Junior Durski, que é dono da rede de ‘fast food’ Madero voltou a comentar a repercussão do vídeo postado no Instagram, na segunda (22). Conforme o conteúdo, ele criticou as medidas que limitam o comércio em tempo de pandemia. Assim, ele disse que os reflexos na economia terão “mais consequências do que as sete mil mortes que ocorrerão por coronavírus”.

Porém, se ontem (24) ele disse que sentia triste por ter sido mal interpretado, já que a repercussão foi negativa, nesta quarta (25) voltou a se pronunciar, porém, de forma diferente.

Não me arrependi em nada do que falei. O confinamento, do jeito que está, é um absurdo. Se a economia não funciona, o governo não funciona, e nada funciona. Com esse lockdown, vão morrer cinco mil agora e depois mais milhares por falta de saneamento, porque não terá segurança, por fome.

AMEAÇA DE DEMISSÕES NA HAVAN

Luciano Hang (Foto: Reprodução/YouTube)

Outro empresário que também condena o isolamento e o fechamento do comércio por conta da pandemia é Luciano Hang. Conhecido como ‘véio da Havan’, em live na quinta (19), repetiu a classificação de Bolsonaro, que trata a pandemia como ‘histeria’.

Durante a live, ele disse: “Pessoal, o que nós estamos vendo nesse país hoje é uma histeria que não deveria estar acontecendo”. E novamente repete o que diz o presidente: “Eu falei para o meu pessoal aqui, nós vamos pegar a gripe e não vai ter problema”.
Conforme o empresário, ao contrário de Durski que anunciou que não vai demitir funcionários, a Havan poderá ter 22 mil demissões.

Pra mim, Luciano, é muito simples. Então, eu simplesmente fecho as lojas, cancelo os pedidos de todos os meus fornecedores. Tenho dinheiro para pagar tudo e vai sobrar dinheiro no meu bolso. E aí eu vou pegar e vou pra praia. Né? E quem sabe eu tenha que mandar 22 mil colaboradores embora. E um emprego no comércio é cinco para trás (na indústria). Então, se eu tenho 22 mil colaboradores, eu tenho 120 mil pessoas dependendo da Havan.

Nesta terça (24), o pronunciamento em rede nacional do presidente Jair Bolsonaro, tentou minimizar a pandemia. Bolsonaro voltou a criticar a imprensa, a quarentena e disse que o país deve voltar à “normalidade”.

O discurso contrário às recomendações do próprio Ministério da Saúde de seu governo e também contra os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), provocou reações em todos os setores.

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