Governador mantém planejamento para combater a pandemia

Além do governador Ratinho Junior, outras lideranças políticas reagiram negativamente ao posicionamento do presidente Jair Bolsonaro

Governador mantém o planejamento (Foto: Divulgação)

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) não vai mudar de estratégia para combater a pandemia provocada pela Covid-19. Por meio de sua assessoria de gabinete, o governador disse ao Portal RSN, na manhã desta quarta (25), que vai continuar com as medidas já anunciadas. “Continuamos com o nosso planejamento”.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o Paraná deve ter 10 mil casos de Covid-19 no pico da epidemia. Entretanto, a estimativa é de que esse número chegue a 30 mil.

Assim, o governador do Paraná, continuará com as medidas preventivas em todos os segmentos, incluindo iniciativas para minimizar os danos na economia. Na tarde dessa terça (24) ele anunciou uma série de medidas para ‘socorrer’ famílias e pequenas empresas.

Porém, Ratinho Junior, não é o único governador a tomar uma decisão contrária ao presidente Jair Bolsonaro. Utilizando rádio e televisão na noite dessa terça (24), o presidente tentou minimizar a pandemia. Ele voltou a criticar a imprensa, a quarentena e disse que o país deve voltar à “normalidade”.

Assim, o maranhense Flavio Dino, afirmou que “os danos são imprevisíveis e gravíssimos” e que no estado que governa manterá “todas as providências preventivas e de cuidado em face do coronavírus”.

Porém, para Renato Casagrande, do Espírito Santo, Renato Casagrande, Bolsonaro é “desconectado das orientações dos cientistas do mundo e das ações do Ministério da Saúde”.

OAB PARANÁ

O presidente da OAB Paraná, Cássio Telles, disse em nota que recebeu com perplexidade as declarações de Bolsonaro. “Inacreditável o que vimos no pronunciamento. Não é hora de jogar nem de arriscar. O que vimos no pronunciamento vai em sentido oposto. Só trouxe insegurança e divisão num momento tão delicado. Quanta irresponsabilidade!”, afirmou Telles.

Ex-defensora do presidente, a líder do PSL na Câmara e ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), chamou o presidente de “irresponsável, inconsequente e insensível” e que ele “erra e se orgulha do erro estúpido”.

De acordo com o noticiário nacional, outros parlamentares se levantaram contra o discurso de Bolsonaro nas redes sociais.

SENADO E FHC

Nem mesmo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, deixou de tecer críticas, a exemplo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que foi infectado pelo vírus. Em nota assinada junto com o vice-presidente da Casa, Antonio Anastasia, classificam a fala do presidente como “grave”,  e que vão contra o que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) tem recomendado.

“Neste momento grave, o país precisa de uma liderança séria, responsável e comprometida com a vida e a saúde da população”.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA

Em nota, a Sociedade Brasileira de Infectologia disse que a “pandemia é grave” e não apenas um “resfriadinho”como classificou o presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a SBI, o Brasil está numa curva crescente de casos, com transmissão comunitária do vírus e o número de infectados está dobrando a cada três dias. Conforme  Clóvis Arns da Cunha, presidente da SBI,  o discurso do presidente pode passar a falsa impressão à população que as medidas de contenção social são inadequadas.

Porém, a SBI, concorda com Bolsonaro em um ponto. Quando ele elogia o trabalho do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e sua equipe. “Desde o início da epidemia, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estão trabalhando em conjunto com várias sociedades médicas científicas, em especial com a Sociedade Brasileira de Infectologia, com várias reuniões presenciais, teleconferências e trocas de informações quase que diariamente”.

Assim, a SBI alerta para a necessidade de maior restrição social, com fechamento do comércio e da indústria não essencial, além de não permitir aglomerações humanas. Por isso, ela está sendo tomada em países europeus desenvolvidos e nos Estados Unidos da América”.

Segundo a SBI, a epidemia é dinâmica, assim como devem ser as medidas para minimizar sua disseminação. “Ficar em casa” é a resposta mais adequada para combater a propagação do vírus.

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