Em Guarapuava, cesta básica teve aumento de 10,91% em março

O produto que mais teve aumento no preço foi o leite e derivados, seguido pelo feijão, hortifruti e carne, aponta pesquisa feita pela Unicentro

Cesta básica: leite e derivados registram o maior aumento (Foto: Procon)

A cesta básica ficou 10,91% mais cara durante março em Guarapuava. Essa constatação é do Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas (Nepe) da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Conforme a professora Luci Nychai, do Departamento de Economia da Universidade, as restrições no comércio provocadas pela pandemia do coronavírus, gerou temor por desabastecimento.

Assim sendo, as pessoas correram aos supermercados, em alguns casos, passaram a estocar alimentos produtos de higiene e limpeza, esvaziando as prateleiras de mercados.

De acordo com a economista, a consequência foi o aumento no preço dos alimentos. Assim, em Guarapuava, o valor da cesta básica para uma pessoa adulta, em março, foi de R$ 407,13. Valor R$ 40,06 maior que no mês anterior, já que fevereiro os mesmos produtos eram adquiridos por R$ 367,07. O aumento, portanto, foi de 10,91%.

Conforme o estudo, 70% dos produtos que compõem a cesta básica de alimentos tiveram alta. O destaque fica por conta dos laticínios, que subiram 15,11%; o feijão, que está 14,23% mais caro que em fevereiro. Já os hortifruti, com reajuste de 12,07%; e a carne, com alta de 7,84%.

Segundo a pesquisa, em março de 2020, a cesta básica comprometeu 38,96% do valor total do salário mínimo. Isso significa que o assalariado precisou de 85,71 horas de trabalho para se alimentar.

No último mês para fazer frente às necessidades mensais com vestuário, despesas pessoais, educação, transporte, habitação, comunicação, saúde, cuidados pessoais e artigos de residência, o valor do salário mínimo deveria ser R$ 3.651,16.

Entretanto, a economista acredita que os preços devem retornar àqueles praticados em fevereiro. Segundo Lucy, o medo do desabastecimento está passando. Ao mesmo tempo, está crescendo a preocupação com um consumo mais consciente nesse período de pandemia. Contudo, a ressalva continua sendo para o leite e seus derivados.

De acordo com o Nepe, a pesquisa segue a metodologia do Dieese e, dessa forma, a cesta básica é formada por 13 itens. Assim, inclui cereais, pão, legumes, frutas, laticínios, proteína e óleo.

PRODUTOS DE HIGIENE E LIMPEZA

Em março, o Nepe também passou a pesquisar o valor médio da cesta básica de produtos de higiene e limpeza. Esse conjunto considera as necessidades de consumo mensal de uma pessoa adulta. Assim, é formado por nove produtos: sabonete em barra, sabonete líquido, papel higiênico, sabão em barra, detergente. Além de desinfetante, água sanitária, álcool em gel e papel toalha. Itens que, em Guarapuava, no mês de março foram comprados pelo valor médico de R$ 114,71.

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