Enem 2018: professora de Guarapuava dá dicas para não perder pontos na redação

Confira os detalhes de cada competência avaliada pelo Enem e como pontuar em cada uma delas

O primeiro dia de provas do Enem 2018 está chegando. Neste domingo (4), mais de 6 mil guarapuavanos realizarão as provas em escolas da cidade. Eles responderão questões de linguagens, ciências humanas e farão ainda a prova de redação. Para dar um ajudinha aos estudantes que ainda estão preocupados com a prova, o Portal RSN conversou com a professora pós-doutora do departamento de Letras, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Níncia Cecília Ribas Borges Teixeira.

De acordo com a professora, a redação do Enem é “um dos elementos mais importantes, porque ela pode impulsionar a nota das outras disciplinas. Geralmente os temas da redação do Enem são bastante reflexivos no tocante a dinâmica do país, já que em um dos itens se pede a questão da intervenção. Se é necessário que se faça uma intervenção, logicamente que a redação trata de uma problemática”, destaca Níncia.

Para que os candidatos estruturem de modo satisfatório sua produção textual, é preciso estar atento, segundo a professora, às competências consideradas como primordiais na avaliação dos textos produzidos. Abaixo, confira os cinco pontos detalhados com dicas e orientações para se sair bem em cada uma das competências. As considerações são da professora Níncia aos estudantes.

(Foto: Nádia Moccelin/RSN)

Competência 1:

“O estudante deve se preparar, já que é uma correção extremamente rigorosa. A primeira diz respeito a gramática padrão mesmo, os desvios da norma, pontuação, acentuação, regência, concordância. Então, o aluno, para ter a nota máxima nesse competência que vale 200 pontos, ele só pode ter dois erros. A nota máxima é cinco e, depois disso, vai caindo vertiginosamente. Então é preciso ser atencioso, lembrar todas as regras que foram ensinadas na língua portuguesa”.

Competência 2:

“Aqui é avaliado se o aluno sabe montar um texto dissertativo argumentativo, dentro daquilo que eles esperam que seja um texto argumentativo dissertativo. Esse aluno tem que pensar em uma tese, que é o que eu vou defender a partir do tema que é dado pelo Enem. Eu tenho que ter um ponto de vista acerca daquilo e preciso ter dois argumentos. Nesse item, se o aluno não argumenta, ele não consegue os 200 pontos. Ele precisa saber, claramente, do que se trata o gênero do texto dissertativo argumentativo. Eles fazem um pouco de confusão porque, muitas vezes, a pessoa explica fatos quando, na verdade, é preciso se posicionar”.

Competência 3:

“Este é o que eu acho mais difícil. Ele diz respeito ao repertório sociocultural desse aluno. É nesse item que geram aquelas pérolas, porque é aqui que o avaliador vai verificar se você tem leitura. Se você cria a partir daqueles textos que são dados na prova e que não podem ser copiados. Tudo que é copiado da prova é descontado na redação. Agora, se você se aproveitar dos dados e fazer um texto original, tudo bem. Das notas medianas, entre 3 e 5, o aluno que só se baseia no conteúdo que foi apresentado na prova, ele não passa da nota 3 nessa competência. Terá em torno de 140 pontos, em um total de 200. Um aluno que incrementa informações ao texto que foi dado pela prova, ele está no nível 4. Agora, uma redação nota 200 no repertório sociocultural, ele pode se aproveitar das informações dadas pela prova, mas vai se equipar das suas leituras de história, geografia, sociologia…Ele pode trazer citações, e mostrar que sabe fazer relações com textos de pesquisadores, por exemplo”.

Competência 4:

“Diz respeito a coesão, como unir os parágrafos. Tem uma obrigatoriedade. Então o corretor, ele vai ver se o aluno liga os parágrafos entre si. Ele tem conjunção entre o primeiro e o segundo parágrafo, o segundo e terceiro, entre o terceiro e o quarto? Ah, então, ok. Há uma coesão interparágrafos. Depois eu tenho a coesão dentro dos parágrafos e aí, o aluno, às vezes, peca. Ele repete muito as palavras. Este ponto ele perde no que diz respeito a coerência e coesão”.

Competência 5:

“Muito discutida ano passado, está relacionada a intervenção dos direitos humanos. Anteriormente ao Enem 2017, qualquer pessoa que infringisse os direitos humanos tirava zero na redação inteira. Agora, ele vai ter zero na intervenção, na nota 5, quando ele for achar uma solução e ele interfir. Essa intervenção não será nem corrigida porque ao infringir os direitos humanos ele zerou essa competência. Dentro dessa competência, é preciso apresentar elementos. Quem pode resolver o problema apresentado? Eu chamo de agente da intervenção. É preciso apresentar, ainda, como resolver. Eu tenho quem faz, o que faz e como faz. Depois, é preciso ter a finalidade e o complemento. O aluno que fizer essas ações, terá 200 pontos nessa competência”.

Gostou das dicas da professora? No canal Trollendo, no YouTube, Níncia tem disponíveis ainda mais orientações sobre como conseguir uma boa nota na redação do Enem 2018. Ainda nesta semana, o Portal RSN vai trazer possíveis temas que podem ser cobrados na redação deste ano.

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