Maioria dos mortos em Guarapuava tinha hipertensão

A Saúde divulgou um balanço sobre as doenças existentes entre os 51 pacientes que perderam a vida em Guarapuava

Gráfico apresenta doenças apresentadas pelas vítimas da Covid-19 em Guarapuava. (Imagem: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Nesta semana Guarapuava registrou a 51ª morte relacionada ao Novo Coronavírus. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, 38 pacientes apresentaram comorbidades. Deste total, a maioria – 31 das 51 vítimas- sofria de hipertensão (61%). Além disso, outras doenças mais recorrentes são as cardiovasculares – 14 pacientes. E ainda diabetes que soma 13 pacientes e obesidade que totaliza 10 pessoas mortas em decorrência da doença.

O Secretário de Saúde, Jonilson Pires, informou que as doenças pré-existentes podem afetar a recuperação do paciente. “O vírus atinge diversos órgãos, atacando o sistema imunológico como um todo. Assim, consideramos que pessoas com essa doenças tem fatores de risco com probabilidade maior de terem complicações no quadro clínico, por isso é tão importante o acompanhamento feito pelas nossas Unidades de Saúde, além das medidas preventivas que cada paciente deve tomar”.

Outros fatores de risco identificados foram a neoplasia (câncer é a forma maligna), a imunodeficiência, e problemas renais. Confira as informações registradas sobre as comorbidades apresentadas pelas vítimas da Covid-19 em Guarapuava até esta terça-feira 23/12.

Dessa forma, é possível compreender as condições presentes durante o adoecimento dos pacientes e quais fatores de risco são mais preponderantes como complicadores do quadro clínico. Isso reforça a atenção sobre importância do cuidado e prevenção do contágio com o novo coronavírus, especialmente por pacientes hipertensos.

ATENDIMENTO NAS UBS

Dona Eva foi buscar medicamento para o marido mantendo os cuidados de prevenção (Foto: Secom)

Na UBS do Bonsucesso o trabalho é feito com o apoio Agentes Comunitários de Saúde. Ao todo, 1.700 pacientes, incluindo pessoas com diabetes e acamados, são acompanhados pela equipe da Unidade Básica de Saúde. Em 2020, os pacientes que não tinham consultado presencialmente há dois anos tiveram as consultas clínicas agendadas para avaliação clínica com o médico da unidade.

O enfermeiro William Brautgam explicou que durante a pandemia, para essa pessoa não correr mais riscos, houve renovação das receitas fornecendo medicamentos para até dois meses” .

Assim, um familiar que não tenha fatores de risco pode vir até a Unidade com a receita, mesmo que vencida, que a medicação será garantida. As visitas domiciliares são feitas em casos considerados necessários. Os Agentes de Saúde vão até o portão da casa do paciente conversar e verificar a situação clínica.

A recomendação é fazer o uso regular da medicação e manter as medidas preventivas para não se contaminar com o coronavírus.

OUTROS MEDICAMENTOS

A mesma medida foi adotada para atender pacientes com doenças crônicas. Quem precisa de medicamento pode pedir para que um familiar vá até a Unidade de Saúde retirar o remédio. A dona de casa Eva Domingos Silveira, 45 anos, foi buscar o medicamento para Tireoide usado pelo marido. “Ele precisa tomar todo dia, então fica melhor assim, pois ele é caminhoneiro e não pode vir buscar. Estamos nos cuidando para evitar a contaminação”.

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