Mandetta recusa demissão e secretário fica no Ministério

Mandetta surpreende e vai à coletiva diária anunciar o boletim do coronavírus. Foram 3.058 novas confirmações em 24 horas, o maior número até agora

“A gente deve manter o máximo grau de distanciamento social”, diz Mandetta (Foto: Reprodução Youtube)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta surpreendeu ao surgir para entrevista coletiva no fim da tarde desta quarta (15). Embora seja um hábito diário, durante a pandemia do coronavírus, os rumores era de que Mandetta ficaria calado. Dois motivos contribuíram para essa dedução: o primeiro foi o pedido de demissão do secretário Wanderson de Oliveira, de Vigilância em Saúde. O segundo foram as críticas do presidente Jair Bolsonaro às medidas de isolamento social.

Porém, foi justamente ao lado de Wanderson de Oliveira que Mandetta surgiu. “Hoje se falou muito, mas não aceito [a demissão], acabou esse assunto. Vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos do Ministério da Saúde”.

Em seguida ele divulgou os novos números do coronavírus no país. De acordo com o ministro, subiu para 28.320 o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil. Foram 3.058 novas confirmações em 24 horas, o maior número até agora. O número de mortes também aumentou, agora são 1.736. Os números estão consolidados com as informações que foram repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde até às 14h desta quarta-feira (15).

Conforme o novo boletim, a maior parte das notificações da lista nacional está em São Paulo, com 11.043 casos confirmados e 778 mortes. Agora, todos os estados, além de casos confirmados, também apresentam óbitos pela doença, incluindo Tocantins, que até essa terça (14) ainda não registrava mortes.

Atualmente, os estados do Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Roraima estão em estado de emergência, ou seja, precisam de redobrar os cuidados em relação à prevenção do coronavírus por estarem 50% acima da incidência nacional de casos de coronavírus.

HOSPITALIZAÇÕES E GRUPOS DE RISCO

Do total de casos, 6.634 estão em estado grave, necessitando de internação em hospitais de referência em todo o Brasil. Atualmente, dos 1.736 óbitos confirmados, 73% ocorreram em pessoas com mais de 60 anos e 73% do total das vítimas apresentavam pelo menos um fator de risco.

Pessoas acima de 60 anos se enquadram no grupo de risco, mesmo que não tenham nenhum problema de saúde associado. Além disso, pessoas de qualquer idade que tenham comorbidades, como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade, asma e puérperas, entre outras, também precisam redobrar os cuidados nas medidas de prevenção ao coronavírus.

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