Mulheres são maioria na Educação do Paraná

78% do total de servidores da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte são mulheres. Em relação aos professores, 76% são do sexo feminino

O número vai ao encontro do cenário nacional (Foto: AENPr)

Números do setor de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte indicam que 78% do total de servidores são mulheres. Em relação aos professores, 76% são do sexo feminino.

Assim, o número vai ao encontro do cenário nacional, onde as mulheres representam 79,6% dos docentes da Educação Básica, tanto do ensino público quanto do privado, de acordo com a edição mais recente das Sinopses Estatísticas da Educação Básica, levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder, destaca a importância de valorizar as servidoras do Paraná, essenciais para que o ensino público do Estado alcance a excelência.

As mulheres formam a maior parte da rede estadual de Educação. Elas foram fundamentais em tudo o que foi construído até aqui e são fundamentais na construção da Educação que queremos para o Paraná. O trabalho, o comprometimento, o cuidado que dedicam às escolas, aos estudantes e colegas de profissão é muito valioso.

Uma das servidoras mais antigas em atividade da Secretaria é Dianete Dalla Costa, que está no órgão desde setembro de 1970. Formada no Magistério e em Pedagogia, com especialização em Educação Especial, ela já é aposentada por um padrão, mas não tem planos de parar de trabalhar tão cedo. Atualmente, Dianete atua na Coordenação de Manutenção da Folha de Pagamentos, e é responsável por acompanhar sete Núcleos Regionais de Educação (NREs).

Acho que ainda tenho muito a oferecer na profissão. Tenho saúde, gosto de fazer exercício físico. Até já pensei em parar de trabalhar, mas eu não nasci para ficar em casa, eu não sou uma pessoa acomodada.

A pedagoga conta que os tempos mudaram muito desde que ingressou na Educação. Ela relata que morava em Francisco Beltrão e fazia faculdade em Palmas, na região Sudoeste, e percebia a estranheza que causava uma mulher sozinha, no ônibus, indo de uma cidade a outra para estudar.

“Quando comecei na profissão, era muito difícil a mulher trabalhar fora. As pessoas tinham dificuldade para aceitar a independência da mulher, e nós crescemos muito. Percebo uma evolução muito grande de lá para cá”.

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