Pandemia reflete ativamente na saúde mental da população

Especialista reforça a necessidade de tratamento após vários registros de pessoas que atentaram contra a vida em Guarapuava

Familiares e amigos podem ajudar (Foto: Reprodução/Pixabay)

A pandemia da covid-19 tem impactado diretamente na rotina das pessoas. Homens, mulheres, jovens, crianças mudaram drasticamente a rotina e os costumes para se adaptar ao ‘novo normal’ que espera a população mundial. Um fato apontado por especialistas logo na chegada da doença, foi o impacto que ocorreria na saúde mental das pessoas.

A questão foi levantada pelo psicólogo Silvio Luiz Ortiz em junho, quando a quarentena já estava a todo vapor, pois os primeiros casos foram registrados em março. “Como profissional minha preocupação foi logo de início. Pensei como as pessoas conseguiriam se adaptar a tudo. Afirmei na época que no período da pandemia o número de pessoas que atentariam contra a própria teria aumento considerável”.

O fato é que em apenas quatro dias, três pessoas tiraram a própria a vida em Guarapuava em lagos da cidade, e isso acionou um sinal de alerta. Pois de acordo com o psicólogo estas situações podem influenciar de forma que pareça um incentivo a quem já apresentou tendência.

Quando é divulgado um suicídio, uma pessoa que já tem pensamentos sobre isso, pode se sentir compelida por ver que alguém fez. Colocar tudo em ordem. Antecipar coisas. Pessoas muito depressivas podem começar, do nada, a resolver as coisas, quando cogitam o suicídio.

Ainda de acordo com o especialista pessoa mantém o foco no que é negativo, fazendo com que tudo o que aconteça pareça ruim. Ele explica que quando os pensamentos suicidas começam, há três fatores que predispõem para a ação.

A visão dela ao próprio respeito que deve estar muito negativa, a visão dela a respeito do mundo ao redor dela, e uma visão extremamente negativa sobre o futuro.

AMIGOS E FAMÍLIA PODEM AJUDAR

Amigos e familiares são peças fundamentais de ajuda. “É preciso redobrar a atenção com pessoas que tenham histórico anterior de tentativas de suicídio, isso cria uma forte disposição a tentar de novo. Observar sinais clássicos de depressão, como fala desesperançosa, “eu não sirvo pra nada”, “não vejo jeito das coisas melhorarem”. Além disso, familiares devem procurar incentivar a procura por profissionais”.

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