Para Flavio Arns, vale-celular é uma pérola do ano eleitoral

Brasília – A imaginação do governo federal tem sido muito fértil na criação de bolsas e vales para a população menos favorecida do País. A novidade que aponta para o ano que vem é a distribuição de telefones celulares, com franquia mensal de sete reais, para as pessoas que recebem o Bolsa Família.
A idéia já acirra a disputa entre as operadoras de telefonia celular, que vislumbram na iniciativa uma abertura de mercado para o setor, entre as famílias com renda mensal de até R$140,00 por pessoa.
Flávio Arns considera uma temeridade incluir-se no Bolsa Família algo que onere a renda familiar de pessoas que já dispõe de recursos limitados. Quem colocará créditos nesses celulares? Alguém imagina que os sete reais de franquia sejam suficientes para garantir ao povo o acesso à telefonia celular? “Melhor faria o governo se iniciasse a pensar uma forma de que as pessoas deixassem de precisar do Bolsa Família, com geração de empregos e melhor distribuição de renda”, considera o senador.
Flávio Arns vê na iniciativa um forte apelo eleitoral, o que é típico em anos como o que seguirá, onde o apelo das urnas enche de idéias mirabolantes a alguns que têm a máquina de governo nas mãos. “Afinal, o que foi feito nos últimos sete anos para que a telefonia celular alcançasse efetivamente os brasileiros menos favorecidos?” questiona o senador.
O governo pretende abrir para as operadoras um mercado que não existe, pois as pessoas menos favorecidas não têm como atender sequer às suas necessidades de subsistência. “Espero que o celular seja entregue com o número do Presidente Lula na agenda. Assim, o povo poderá utilizar a franquia de sete reais para ligar pro Presidente e cobrar os empregos tão prometidos nas campanhas”, conclui Flávio Arns.

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