Estudantes da rede estadual de ensino poderão fazer intercâmbio na Nova Zelândia ainda neste ano. Trata-se do programa ‘Ganhando o Mundo’, cujas inscrições abrem na segunda (14). De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, o programa de intercâmbio destina-se a  estudantes de colégios estaduais.

Assim, a iniciativa inédita, vai levar nesta primeira edição 100 estudantes para a Nova Zelândia. A viagem ocorrerá no segundo semestre de 2021. Entretanto, desde que não haja restrições em razão da pandemia do novo coronavírus.

Conforme o secretário Renato Feder, o programa possibilita o desenvolvimento da autonomia e aperfeiçoamento da língua inglesa em instituições de ensino estrangeiras. Assim, o programa tem como objetivo ampliar o repertório cultural durante a experiência de morar em outro país.

“O Ganhando o Mundo é mais uma das diversas iniciativas pedagógicas que têm a missão de melhorar o nível de aprendizado dos estudantes paranaenses. Nesse caso através de uma oportunidade incrível, que é a vivência em outro ambiente cultural”. O site www.ganhandoomundo.pr.gov.br vai reunir todas as informações e novidades do programa.

INSCRIÇÕES

As inscrições começaram às 9h do dia 14 de dezembro e vão até 15 de janeiro, ao meio-dia. Conforme a Seed, o processo encontra-se na Área do Aluno. Todavia, estão aptos a participar estudantes matriculados no 9° ano do Ensino Fundamental em 2020. Portanto, em 2021 vão ingressar no Ensino Médio. Entretanto, o aluno deve estar matriculado na rede estadual. Também precisa ter cursado os anos finais do Fundamental (6º ao 9º ano) na rede pública do Estado. Além de  entre 14 e 17 anos e meio na data de embarque.

SELEÇÃO

A seleção dos intercambistas terá como base a média de notas e frequência. Assim, o estudante deverá ter média maior ou igual a sete (7) em todas as matérias. E com frequência maior ou igual a 85%. Conforme a Seed, para chegar à pontuação final, haverá a soma das médias de todas as disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) cursada em 2020 no 9º ano.

De acordo com a Secretaria de Educação, serão duas etapas de seleção. A primeira para selecionar o melhor estudante de cada município do Paraná, num total de 399 classificados. Na segunda etapa, haverá a escolha dos melhores 100 entre todos os selecionados.

INGLÊS

Para preparar melhor os estudantes selecionados, um curso de inglês via aplicativo será ofertado em parceria com as universidades estaduais vinculadas à Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O curso será ao longo do primeiro semestre de 2021 em formato autoinstrutivo. Será baseado em desafios que consideram a perspectiva da aprendizagem por vivência social e cultural. O curso tem, ao todo, seis módulos de 40 horas cada um, totalizando 240 horas.

DESPESAS

Os gastos com a documentação necessária para a viagem e itens essenciais durante o semestre letivo no exterior serão custeados pela Secretaria da Educação. Dessa forma, os custos incluem emissão de passaportes e vistos. Além de exames médicos e vacinas, passagens aéreas e terrestres, transporte, hospedagem. E ainda, seguro viagem e saúde, além das despesas vinculadas à parte acadêmica. Ou seja, taxa de matrícula, tradução juramentada da documentação escolar, mensalidade da escola, material didático e uniforme.

O intercambista também receberá uma ajuda de custo mensal de R$ 800. Serão seis parcelas da bolsa-intercâmbio, sendo a primeira (bolsa-instalação) para cobrir despesas iniciais na chegada e as demais repassadas mês a mês.

NOVA ZELÂNDIA

Dividido em duas ilhas principais e outras menores no Oceano Pacífico, o país é um dos mais desenvolvidos e industrializados do mundo. Possui excelente índice de desenvolvimento humano. Além de diversos outros indicadores entre os melhores do planeta, incluindo o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), no qual a nação figura entre as 15 primeiras.

Com quase cinco milhões de habitantes, menos da metade da população do Paraná, o terceiro maior país da Oceania tem o inglês como um de seus idiomas oficiais. Os outros são a Língua de Sinais Neozelandesa e o Maori, referente ao povo que já habitava a região antes da chegada dos europeus no século XVII. Descoberta por holandeses e colonizada pelos britânicos a partir do século XVIII, a Nova Zelândia se tornou independente do então Império Britânico em 1907.

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