“Páscoa é ressurreição, é vida nova”, diz padre Jean Patrik

Celebração do Tríduo Pascal é a liturgia mais importante da Igreja

(Foto: Pascom/Catedral NSB)

Para os católicos a Páscoa é a festa mais importante da Igreja. E é por isso que os fiéis passam mais de 40 dias em preparação – período da quaresma – e de modo especial agora na Semana Santa. De acordo com o padre Jean Patrik Soares, pároco da Catedral Nossa Senhora de Belém em Guarapuava, viver a Páscoa nos dias de hoje significa viver a experiência do novo.

“Dar nova oportunidade para si. Sempre recomeçar. Recomeçar no trabalho, na comunidade, no casamento, recomeçar com os filhos, recomeçar com os pais. Dê uma nova chance pra você. É ressurreição, é vida nova”.

A Páscoa é composta de três celebrações que compõem um único momento, chamado de Tríduo Pascal. Essa celebração teve início na quinta feira à noite, com a celebração da Ceia do Senhor, e também com o Lava Pés. Jean Patrik explica que no fim da celebração não existe uma conclusão.

Celebração da Vigília Pascal de 2018 (Foto: Pascom/Catedral NSB)

“Encerramos colocando o santíssimo e as reservas eucarísticas em um local separado da igreja para ficarem em adoração até o dia seguinte, que é a Sexta Feira Santa, quando haverá nova celebração às 15h, chamada de Paixão do Senhor”.

De acordo com o padre Jean, na Sexta Feira Santa a Igreja não celebra missa.

Não temos missa, porque é um dia de recolhimento, de reflexão, um dia de pensarmos na Morte do Senhor, na Paixão do Senhor. Temos um ato litúrgico que começa às 3 da tarde e meditamos sobre a Paixão do Senhor. Tem eucaristia, mas não é missa. Essa eucaristia foi consagrada na quinta feira. Na Sexta Feira Santa, só distribuímos. Entramos em silêncio na igreja e essa celebração não tem o início, porque é uma continuidade da quinta feira à noite.

Nesta celebração, os católicos fazem a reflexão da palavra, a narrativa da Paixão do Senhor, a Adoração da Cruz e a distribuição da Eucaristia. Novamente nesta celebração, padre Jean afirma que não tem uma conclusão, um fim. Isso para que todos os fiéis voltem no sábado à noite, que é a coroação desse Tríduo Pascal, na chamada Vigília Pascal.

A Vigília Pascal é a terceira dessas celebrações e com ela nós concluímos o tríduo. É mais longa porque é dado destaque para a liturgia da palavra, celebrada de modo intenso, com várias leituras feitas desde o Antigo Testamento com a criação do mundo, a passagem pelo Mar Vermelho e outros textos bíblicos até chegarmos no Novo Testamento, com a Ressurreição de Cristo.

De acordo com o pároco da Catedral, é nesta celebração que são feitas a renovação das promessas do batismo, a benção do fogo novo e a confecção do novo Círio Pascal, que é aquela vela grande que fica ao lado do altar e é acesa na celebração dos sacramentos. Também há distribuição da eucaristia e a benção da Luz.

Confecção do Círio Pascal durante Vigília no Sábado Santo do ano passado (Foto: Pascom/Catedral NSB)

“As luzes da igreja ficam apagadas e apenas as velas acesas. Na Vigília Pascal o padre dá a benção final porque é a conclusão do tríduo, iniciado na quinta feira”.

Na Catedral Nossa Senhora de Belém nesta Sexta Feira Santa (19), tem adoração a partir das 15h. No sábado (20) será celebrada missa às 20h. E para o domingo de Páscoa, as missas serão às 7h, 9h, 10h30 e 19h. Acompanhe aqui, a programação em outras paróquias de Guarapuava.

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