PMDB é o maior e o partido que mais dialoga com a militância, diz Pugliesi

Curitiba – Mais de mil presidentes de diretórios municipais, prefeitos e vices, vereadores e militantes participaram do encontro regional do PMDB sábado (20) em Curitiba
O PMDB é o maior partido do Paraná e o que mais dialoga internamente e com a sociedade. A informação é do deputado Waldyr Pugliesi, presidente estadual e líder do PMDB na Assembleia Legislativa. “Promovemos mais de 50 reuniões pelo Paraná e agora estamos recebendo os diretórios municipais, prefeitos e vice-prefeitos para ouvir o que o PMDB pensa sobre as eleições de 2010”, disse Pugliesi, na abertura do encontro regional do partido sábado (20) no Jockey Club do Paraná em Curitiba.
O evento, com a presença do governador Roberto Requião e do vice-governador Orlando Pessuti, reuniu mais de mil presidentes de diretórios municipais, prefeitos e vices e vereadores de todo o Estado. “Temos a força da maior bancada federal (sete parlamentares), dos 18 deputados estaduais, 136 prefeitos, 101 vice-prefeitos, 753 vereadores, do maior número de filiados e, principalmente, a força das políticas públicas voltadas para a população que mais precisa”, informou Pugliesi.
O presidente do PMDB lembrou uma frase do ex-deputado Ulysses Guimarães durante seu pronunciamento: “O partido que não se reúne se desune”. Na avaliação de Pugliesi, este diálogo será essencial para o partido definir os rumos das eleições de 2010. “Para conseguir a vitória temos de cumprir tarefas na organização e na divulgação de nossas propostas a toda a população. Com a vitória vamos impedir o retrocesso das políticas públicas que implantamos nos últimos anos”, completou.

CANDIDATURA PRÓPRIA – No encontro estadual, as lideranças do PMDB confirmaram que o partido terá candidatura própria no próximo ano. O governador Requião deixou clara esta posição. “Queremos a continuidade do sucesso de nossos programas sociais com candidato próprio, para isso o Pessuti tem meu aval, e se possível com uma aliança nacional com o PT do presidente Lula”, disse.
De forma contundente, Requião rechaçou a “proposta indecente” de lançá-lo como uma espécie de candidato único ao Senado com direito à influência num futuro governo em troca do apoio a uma chapa de governador e vice de outros partidos. O governador ainda disse que a inclinação do PMDB no Estado é apoiar a candidatura do PT a presidente, pois considera fundamental a continuidade da política de inclusão social do presidente Lula, mas que não vai participar de uma aliança do PT com candidatos da direita.
Por sua vez, Pessuti foi muito aplaudido ao lembrar da coerência política do PMDB do Paraná nas três últimas eleições estaduais, principalmente na derrota de 1998 e na vitória em 2002 com uma chapa (Requião e Pessuti) que largou em terceiro lugar nas pesquisas.
Em seu discurso, que abordou a trajetória vitoriosa do partido no Estado, Pessuti disse que o partido marca uma posição importante porque coloca desde já uma pré-candidatura para a avaliação dos paranaenses. “O Pessutão não se entregará, sairá às ruas – voltar atrás nunca mais, temos que seguir adiante”, disse.

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