Polícia Científica contradiz sindicato sobre circunstâncias de acidente envolvendo perita

Tatiane Wolf, do Instituto de Criminalística de Guarapuava, se acidentou no último sábado (1). Sindicato disse que ela estava dobrando plantão, mas polícia nega

Não há informações oficiais sobre o atual quadro de saúde de Tatiane, mas ela não corre risco de morte (Foto: Divulgação/PRF)

O acidente envolvendo a perita e chefe da seção de Guarapuava do Instituto de Criminalística, Tatiane Wolf, no último sábado (1), está gerando polêmica sobre as suas circunstâncias. Nessa segunda feira (3), o Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar) divulgou que Tatiane teria se acidentado enquanto dobrava o plantão. A direção da Polícia Científica do Paraná, no entanto, contradisse a informação.

Em nota, a Polícia Científica informou que, pelo horário do acidente, registrado por volta de 22h40 de sábado (1), Tatiane não estaria em plantão dobrado. O Sinpoapar levantou a hipótese da jornada duplicada ter influenciado nas causas que levaram ao acidente.

O CASO

Tatiane saiu da pista após uma possível aquaplanagem. Ela perdeu o controle do carro, caindo de uma ribanceira. O caso ocorreu em Cantagalo, pouco tempo depois de Tatiane ter atendido a uma ocorrência, com óbitos, na BR-277, em Laranjeiras do Sul.

“Na sexta feira, dia 31 de agosto, um dos peritos oficiais da Seção de Guarapuava, foi internado, acometido de hemorragia, fatalidade que independe da gestão ou administração institucional. Os esforços para manutenção dos serviços na Seção de Guarapuava estão sendo empenhados no sentido enviar peritos para suprir as necessidades da região”, informou um trecho da nota emitida pela Polícia Científica, fazendo menção ao fato mencionado pelo Sinpoapar, que alegou que Tatiane estaria cobrindo o turno de um funcionário que estaria doente.

FUNCIONÁRIOS

Na nota divulgada pela sindicato, eles também criticaram o quadro de funcionários do Instituto de Criminalística de Guarapuava e, também, do IML. A alegação principal é referente ao número de funcionários que estariam, segundo o Sinpoapar, com baixa de pessoal para manutenção dos serviços.

“No caso da unidade do IML em Guarapuava, nos meses de julho e agosto, foram nomeados quatro Peritos Oficiais Médicos-Legistas, quatro Auxiliares de Perícia Oficial para remoção de cadáveres e dois Auxiliares de Perícia Oficial para Necropsia, os quais tiveram treinamento e período de estágio, e já se encontram exercendo suas funções na unidade do IML de Guarapuava”. E completam “Todos os esforços para as nomeações necessárias para o funcionamento do Instituto de Criminalística estão sendo realizados com o apoio do Governo do Estado do Paraná e da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, e tão logo haja a liberação legal por conta da legislação eleitoral e disponibilidade orçamentária, esperamos dotar todas as Seções Técnicas com o número adequado de peritos”.

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