Polícia investiga possível desfalque na Unicred/Guarapuava

Guarapuava – A Polícia Civil de Guarapuava instaurou inquérito policial para apurar uma denúncia de desvio de dinheiro que causou prejuízo à Unicred/Guarapuava, cooperativa de crédito ligada à Unimed.
Presidido pelo delegado-adjunto da 14ª Subdivisão Policial, Cristiano Augusto Quintas dos Santos, o inquérito foi instaurado no dia 28 de dezembro de 2009 a pedido da própria cooperativa e envolve dois funcionários (um casal) como suspeitos, num caso de apropriação indébita de dinheiro. O montante do possível rombo ainda não foi divulgado.
De acordo com o delegado, cerca de 10 pessoas, entre os suspeitos, técnicos que fizeram auditoria, representantes da cooperativa e funcionários, já foram ouvidos. A suspeita está sendo ouvida na tarde desta terça-feira. O funcionário envolvido já prestou depoimento, negou o fato e se calou. “Ele vai falar somente em juízo”, antecipou o delegado.
O possível golpe foi descoberto no dia 21 de dezembro quando um dos médicos cooperados foi fazer um saque. Mas há tempos havia desconfiança pela mudança brusca no status social dos envolvidos.
De acordo com o delegado que preside o inquérito, as investigações ainda estão na fase inicial e dependem de laudos técnicos (contábil e fiscal) para dimensionar o envolvimento dos suspeitos. As investigações envolvem diretamente duas pessoas conhecidas na sociedade guarapuavana, mas seus nomes, por enquanto, serão preservados a pedido da própria polícia.
“A própria empresa lesada pede cautela nas apurações”, disse o delegado Cristiano. Segundo o policial, houve a apreensão dos computadores da Unicred. Os equipamentos deverão ser levados para perícia na Polícia Técnica em Curitiba ou serão examinados em Guarapuava mesmo. “A Criminalística local não possui equipamento apropriado para essa análise, mas estou estudando outra possibilidade ou então mandaremos a Curitiba”, informou.
Por enquanto, não houve nenhuma apreensão de bens materiais dos possíveis envolvidos. “Não fizemos nenhuma medida de repressão porque isso é concedido pelo Judiciário após as provas serem levantadas”, afirmou o delegado.
De acordo com Cristiano, o caso está sendo tratado por uma seção específica criada pela delegada-chefe da 14ª SDP, Maritza Haisse e que trata somente de crimes na área econômica.
O delegado disse também que ainda nenhuma pessoa foi presa. “Ainda há falta de provas, mas há indícios de que houve desvio de dinheiro”, afirmou.
O presidente da Unimed em Guarapuava, o médico Amir Ioussef Nasr,esclarece que a cooperativa que atua na prestação de serviço na área de saúde não possui nenhum vínculo adminstrativo com a Unicred.

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