Ao perder prazo para pagamento de alvará, Batel pode ficar fora da ‘Segundona’

Diretoria recorreu e resultado do julgamento sairá nesta quinta ou sexta. Porém, aí começa o desafio em busca de R$ 200 mil para bancar a equipe

Equipe do Batel em 2019 (Foto: Arquivo/RSN)

Uma polêmica envolve o cenário esportivo de Guarapuava. A Associação Atlética Batel, uma das mais tradicionais equipes de futebol do interior do Estado, pode ficar de fora da ‘Segundona’. De acordo com Dirceu Pato, que pode assumir a presidência do Batel, o atraso no pagamento do alvará junto à Federação Paranaense de Futebol, deixou o time fora da competição.

“A gente tinha que pagar o boleto até às 17h, mas só conseguimos fazer o depósito às 17h30, mas o sistema recusou”. Para tentar reverter essa situação, o investidor que pagaria a taxa de R$ 6 mil cobrada pela Federação, foi até a sede da entidade em Curitiba. Porém, a quitação não foi aceita, justamente, por ter expirado o prazo legal.

Conforme Dirceu Pato, o Batel entrou com recurso junto ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná. Porém, o julgamento sairá nesta quinta (30) ou na sexta (31). De acordo com Dirceu Pato, a expectativa é que seja favorável e o Batel possa disputar o campeonato que começará em abril.

Nós conseguimos participar do arbitral e com direito a voto. Por isso, estamos otimistas.

Porém, o desportista entende que essa polêmica foi gerada pela Federação. Segundo Dirceu Pato, não vê com ‘bons olhos’ a equipe guarapuavana. ‘É que em anos anteriores o Batel entrou com ação na CBF e ganhou.

RETALIAÇÃO

E falando em Confederação Brasileira de Futebol, a intenção do Batel é recorrer à essa entidade. Isso, caso o resultado do TJD seja contrário à equipe rubro-negra de Guarapuava.

Entretanto, caso o Batel passe a disputar a ‘Segundona’, a Federação poderá conviver com novo entrave. A ‘bola da vez’ no lugar da equipe batelina será o Iguaçu de União da Vitória.

É que a diretoria poderá requerer o direito de subir para a Segunda Divisão. Todavia, a opção para evitar mais essa polêmica seria a Federação aceitar mais uma equipe no campeonato. Assim, contemplaria o Batel e o Iguaçu. O Portal RSN tentou contato com a Federação, porém, sem êxito. Também tentou contar diretor do Iguaçu, mas não foi possível o contato.

ADVERSÁRIO FORA DE CAMPO

A falta de patrocínio será o adversário mais ferrenho, caso o Batel consiga a sua inscrição no Paranaense. Se a dificuldade para conseguir pagar a alvará (R$ 6 mil) foi grande, imagine o desafio para conseguir recursos para os três meses de campeonato.

De acordo com Dirceu Pato, as despesas somam cerca de R$ 200 mil nesse período. Esse montante inclui a formação e o custeio de uma equipe competitiva, viagens, taxa de arbitragem, entre outras despesas.

ENTRAVE

Embora tenha sido eleito para presidir a Associação Atlética Batel, Dirceu Pato ainda não pode responder oficialmente pela entidade. “Como fomos pegos de surpresa com a desistência do investidor na última hora, montamos uma chapa e foi a única. Porém, todo mundo viajou e a nova diretoria não foi registrada”, disse ao Portal RSN.

De acordo com Dirceu Pato, pelos próximos 60 dias quem continua na presidência é o advogado Graciliano, o Nezinho.
Passado esse prazo, Dirceu Pato disse que não sabe se ele será o presidente ou outro membro da diretoria. “É permitido esse remanejamento entre os membros eleitos”.

Conforme Dirceu Pato, a desistência do investidor Bernardo Feler, teve como causa desencontro entre ele e o empresário Alfredo Gelinski.” Eles se desentenderam em relação ao estádio Valdomiro Gelinski. E a Família Gelinski, que é a dona do estádio, é a maior investidora do time”.

Bernardo Feler, em novembro de 2019 retirou a chapa ‘Novos Tempos’ da disputa para comandar o clube no biênio 2020-2021.

Em entrevista ao RSN, ele disse que, embora tivesse a intenção de continuar no comando da entidade, isso não foi mais possível. “Nossos caminhos tomaram rumos diferentes”.

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