Receita Federal em Foz bate recorde de apreensões em 2009

A Receita Federal apreendeu US$ 86 milhões em contrabando e descaminho no ano passado em Foz do Iguaçu e outros municípios dentro da sua área de abrangência. O volume representa novo recorde da delegacia, que aumentou em 5% a quantidade de apreensões em comparação a 2008, quando foram confiscados US$ 81,9 milhões em mercadorias.
A Receita Federal apreendeu US$ 86 milhões em contrabando e descaminho no ano passado em Foz do Iguaçu e outros municípios dentro da sua área de abrangência. O volume representa novo recorde da delegacia, que aumentou em 5% a quantidade de apreensões em comparação a 2008, quando foram confiscados US$ 81,9 milhões em mercadorias.
O resultado, divulgado nesta sexta-feira, 15, chama atenção para a quantidade de apreensões feitas na fronteira entre Guaíra e o Paraguai. Na região, o total de apreeensões chegou a US$ 12 milhões, ou seja, aumento de 145% em relação ao balanço feito no ano passado. Foi o maior valor já registrado pelo órgão.
Para o delegado da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Gilberto Tragancin (foto), o volume registrado em Guaíra é consequência das operações para conter o avanço do contrabando na região de fronteira.
“Deslocamos servidores de Foz para a região e ainda este ano planejamos fazer um concurso para reforçar esse efetivo, principalmente para conter o contrabando que vem pelo Rio Paraná e pelo Lago de Itaipu, que são os principais pontos de entrada”, aponta.
Campeões – Veículos, eletrônicos, entorpecentes e armamentos continuam sendo as principais mercadorias retidas. Em 2009, o valor mais significativo em apreensões foi de veículos (2.984 no total), perfazendo US$ 30 milhões — montante quase igual ao registrado em 2008. O segundo item campeão em apreensões em 2009 foram os eletrônicos, cujo valor ficou em US$ 13,8 milhões.
Entretanto, tem se destacado a apreensão de cigarros que, em um ano, teve aumento de 36%. Conforme Tragancin, a fiscalização, somado aumento das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que deixou o cigarro mais caro no país, podem ser apontados como causadores do crescimento das apreensões. “Notamos que houve um aumento (nas apreensões), mas seria precipitado afirmar que o aumento do IPI seja o único motivo”, avalia.
Outro destaque foi à queda de 41% no número mídias óticas gravadas (CD’s e DVD’s piratas) registrado em 2009. “Já percebemos que a apreensão desse tipo de mercadoria vinha reduzindo à medida que a produção desses artigos cresce dentro do território brasileiro. Basta ver que a quantidade mídias óticas virgens apresenta número bem maior”, analisa o delegado.

Fonte: H2FOZ

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