Sanepar disponibiliza ponto de coleta de óleo no Centro de Guarapuava

Descarte incorreto prejudica rios, obstrui rede coletora e dificulta tratamento do esgoto

Os clientes da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em Guarapuava têm, a partir desta semana, mais uma possibilidade de fazer o descarte correto do óleo de cozinha usado. A empresa passou a disponibilizar um ponto de coleta do óleo na Central de Atendimento ao Cliente, no Centro de Guarapuava.

Um segundo ponto de coleta está instalado na sede da Gerência Regional, destinado a empregados. A iniciativa faz parte do programa da Sanepar “Se Ligue Nessa Ideia, Sem Óleo na Rede”, implantado em cidades de todo o Estado.

A instalação de mais um ponto de coleta no Centro da cidade deve facilitar e tornar acessível a destinação correta do óleo usado para mais pessoas, como a dona de casa Meirieli Dalposso Martins de Lima.

Eu separo, côo o óleo e coloco num litro de PET. Antes eu entregava a uma conhecida que fazia sabão, ao menos não ia para o ralo, mas sei que esse não é o destino certo. Não conhecia ponto de coleta próximo. Minha mãe e minha sogra também separam o óleo. É bom saber que tem essa opção.

Óleo adere à tubulação e forma bloco tipo concreto (Foto: Ascom/Sanepar)

CONSEQUÊNCIAS

O óleo de cozinha lançado em ralos e pias vai parar na rede coletora de esgoto. É o principal causador de obstrução na rede. Dificulta o processo de tratamento nas estações e é um dos vilões nos casos de extravasamento e de refluxo de esgoto.

Para o gestor socioambiental da Sanepar, Ricardo Luiz Borges, óleos e gordura que chegam na rede atuam como aglutinante. E outros materiais se acumulam nas paredes das tubulações. “Grudados no óleo e na gordura, esses resíduos formam um bloco sólido que dificulta e até impede a passagem do esgoto. Isso também pode causar rompimentos na rede”.

O óleo descartado corretamente no ponto instalado pela Sanepar será recolhido pela GRT Óleo Vegetal. A empresa faz coleta, transporte, separação e destinação para a produção de biocombustível, e vira biocombustível.

CONSCIENTIZAÇÃO

Em Guarapuava, após verificação feita pela Sanepar com a Vigilância Sanitária, estimou-se que ao menos metade dos estabelecimentos estavam irregulares. Os principais problemas são em relação à instalação e ao uso da caixa de gordura e à destinação correta dos seus resíduos.

“Orientamos e conscientizamos para que se adequassem. Boa parte fez isso. Contudo ainda há estabelecimentos irregulares”, afirma o empregado da Sanepar Valdir de Oliveira Machado. Desde 2010, a Companhia só libera a ligação de imóvel à rede coletora de esgoto se a edificação tiver a caixa de gordura.

Óleo e gordura despejados em ralos vão parar na rede de esgoto e dificultam processo de tratamento (Foto: Ascom/Sanepar)

DESTINO CORRETO

Há mais de 100 pontos de coleta na cidade. São locais como faculdades e condomínios residenciais. Todo o óleo coletado é encaminhado à produção de biodiesel. Em Guarapuava são consumidos cerca de 60 mil litros de óleo mensalmente.

“No entanto, coletamos apenas 2,5 mil litros por mês, não chega a 5% do total consumido. O restante, possivelmente, é descartado de forma inadequada e acaba poluindo a natureza”, ressalta o diretor da GRT Gilson Tschá.

Para a destinação adequada, o óleo deve ser colocado em garrafas plásticas do tipo PET, em temperatura ambiente. Depois, é só levar até o ponto de coleta da Sanepar. Todas as garrafas PET recebidas na usina de separação da GRT, são destinadas à reciclagem do plástico.

POSTO DE COLETA

A Central de Atendimento ao Cliente da Sanepar fica na Rua Azevedo Portugal, 1021, no Centro. Está aberta de segunda a sexta, das 8h30 às 17h, sem fechar para o almoço.

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