Sem receber subsídio, transporte coletivo deve paralisar em breve

O transporte coletivo em Guarapuava continuou sendo oferecido e mantido pela empresa. Porém, a Pérola Do Oeste afirma que está operando com prejuízos

O transporte continuou sendo oferecido até agora e mantido pela empresa (Foto: Assessoria Pérola do Oeste)

A assessoria de imprensa da empresa Pérola do Oeste, divulgou no fim da tarde desta quarta (20), um comunicado em que afirma que a empresa já está protocolando pedidos de subsídios junto à Prefeitura de Guarapuava desde o final de março.

Assim, conforme as informações da assessoria, o sistema de transporte público local sofre risco de colapsar, devido à necessidade de manutenção das ofertas de serviço, que é essencial. Mas, estamos vivendo em isolamento social devido ao coronavírus, por isso, o número de passageiros diminuiu. Isso, afeta diretamente a empresa.

De acordo com o diretor geral da empresa, Ruy Camargo, a operação já estava em desequilíbrio econômico, sem reajuste da tarifa. “Agora temos esse grande desafio causado pela epidemia do coronavírus que ocasionou uma queda média de 85% no número de passageiros transportados no mês de abril. Já acumulamos compromissos de valores a serem pagos que superam o valor de R$ 1,6 milhões. Nenhuma empresa consegue continuar operando com um prejuízo desse”.

Ainda segundo a assessoria, com isso, é possível perceber que o faturamento atual não cobre nem mesmo as despesas de combustível. Por isso, o diretor alerta sobre a iminente paralisação do sistema.

Conforme a empresa, o transporte coletivo continuou sendo oferecido até agora e seguindo os decretos municipais, mantido pela empresa. Porém, o cenário de dificuldade não é um impasse somente em Guarapuava. Outras cidades no Paraná, como o caso de Curitiba, Maringá e Cascavel, já estão movimentando alternativas de subsídio com as prefeituras para que a população não fique sem transporte coletivo.

DEMANDA

Desde o início da quarentena, a demanda diária total de passageiros em Guarapuava, teve uma queda média de 85%. Isso veio acarretando grande prejuízo à empresa Pérola do Oeste. Segundo Ruy Camargo, o número de pagantes do sistema não cobre nem mesmo o valor do combustível utilizado para manter as linhas que eram oferecidas apenas em domingos e feriados.

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