Silvestri defende criação de Fundo Garantidor na agricultura

Brasília – As dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais diante do não pagamento no abate da carne, que gera um efeito negativo em toda a cadeia produtiva, foi o principal tema discutido na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, esta semana. Dentro desse tema, uma audiência pública tratou do seguro da pecuária junto ao abate de bovinos.
O diretor-secretário da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Dácio Queiroz da Silva, falou que o não pagamento aos produtores gera falta de recursos para o custeio dos insumos necessários à manutenção da produção. “Isso traz consequências negativas em toda a cadeia produtiva, como as dívidas”, diz. O objetivo da audiência foi discutir maneiras de solucionar essa questão.
Participaram representantes da Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo), da OCB (organização das Cooperativas Brasileiras) e de entidades envolvidas com a agropecuária. A alta tributação no setor produtivo, a concorrência com o mercado informal, a questão ambiental e a crise financeira também foram assuntos debatidos.
Entre as propostas apresentadas estavam a regulamentação do abate da carne, a criação do fundo garantidor, o papel das seguradoras na cadeia produtiva, além da possibilidade de entidades, federações, sindicatos e cooperativas, buscarem soluções internamente a fim de solucionar o problema presente no abate da carne.
Nessa questão, o deputado federal Cezar Silvestri (PPS-PR), membro da Frencoop, mencionou o exemplo de cooperativas paranaenses. Segundo ele, as cooperativas cobram dos produtores rurais 1% do que é produzido. Este valor é colocado num fundo garantidor, que, caso os compradores dos produtos da cooperativa deixem de arcar com os custos do produto adquirido, é utilizado como forma de pagamento aos produtores rurais, minimizando as consequências ao produtor rural.
Em entrevista, Cezar Silvestri afirmou que medidas como essas deveriam ser apoiadas. As cooperativas poderiam ter condições de participar de toda a cadeia produtiva de seus cooperados, como forma de baratear os custos e minimizar futuros prejuízos.

Ricardo Tesseroli com informações da OCB

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