Silvestri sai em defesa dos agricultores sem esquecer as reivindicações dos ambientalistas

Brasília – Integrante da bancada ruralista da Câmara, o deputado federal Cezar Silvestri (PPS), está entre os parlamentares que pediram mais crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o agronegócio e a redução das taxas de juros. Além disso, defendeu a criação de dois seguros, um agrícola e outro de renda, para proteger os agricultores.
Para o parlamentar, é necessário aumentar o volume de recursos destinados a agricultura e, principalmente, que esse dinheiro chegue nas mãos dos produtores rurais. “O governo anunciou que vai liberar 90 bilhões para os agricultores, no entanto, segundo um levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, seria necessário, R$ 150 milhões. A diferença é muito grande. O volume atual de recursos é insuficiente, além disso, não chega a muitos agricultores por causa da burocracia”, destacou frisando que há dificuldade de acesso aos recursos. “Existem muitos produtores que tiveram que renegociar suas dívidas e que agora não estão conseguindo crédito”, argumentou.
É necessário também, na opinião do parlamentar, que os juros sejam reduzidos. “Taxa de juros é de aproximadamente 6,25%. É praticamente a mesma de quando a Selic era 22%. Com a Selic em 10%, o juro agrícola deveria ser reduzido pela metade”, argumentou.
Ainda segundo Silvestri, que faz parte da bancada de opisição, o governo deveria realmente priorizar o setor e definir uma política agrícola para o país. “Se o governo quiser mesmo dar atenção a agricultura, ele tem que reduzir os juros, aumentar os recursos e garantir mais subsídios. Em países desenvolvidos que dão prioridade a agricultura, o governo subsidia em até 50% os produtores, no Brasil, o subsídio chega somente a 5%”, detalhou.
Outro ponto defendido é a criação de dois seguros para amparar a classe produtora. “O seguro é de extrema importância, porque a agricultura é uma atividade de risco. Estando segurado, o produtor pode plantar tranquilo, pois, se ocorrer alguma catástrofe ele tem garantias e não terá prejuízo”, disse.
O parlamentar frisou também a importância da criação de um seguro de renda. “Esse seguro é importante para que o agricultor possa sobreviver caso tenha prejuízo na lavoura. Assim ele tem condições de quitar suas dívidas e voltar a produzir”, concluiu.

Meio ambiente
As discussões em torno da revisão do Código Florestal estão entre os principais assuntos debatidos pela da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, da qual Silvestri também é membro. Neste ponto, o parlamentar defendeu a articulação para que o novo código ambiental possa contemplar as reivindicações tanto dos ambientalistas quanto dos produtores rurais. “A revisão do código florestal é uma questão extremamente importante e acredito que precisamos fazê-la tomando cuidado para que a atividade agrícola possa ser desenvolvida sem deixar de preservar o meio ambiente”.
Nesse aspecto, Silvestri destacou que é necessário preservar a natureza para garantir qualidade de vida às gerações futuras mas também as normas de preservação não podem ser rígidas a ponto de inviabilizar a atividade agrícola nas pequenas propriedades. “Podemos avançar em alguns aspectos, como por exemplo, na discussão da área de reserva legal. O ideal seria que conseguíssemos incorporar nela, a área de preservação permanente das propriedades”, complementou.
Outro ponto defendido por Silvestri é que haja uma avaliação especializada para definir a largura ideal da érea de preservação nas margens de rios ou córregos. “Teríamos que ter um laudo técnico para verificar o tamanho da área de preservação dependendo do tamanho do rio ou riacho que corta a propriedade”, opinou.
A defesa do parlamentar é fazer com que seja possível um consenso entre todas as partes envolvidas na discussão. “Temos que analisar a questão da forma que não prejudiquemos os agricultores e nem o meio ambiente”, reafirmou.

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