Valor da cesta básica tem maior alta do ano, em Guarapuava

Balanço indica 4,38% de aumento, o maior desde o início de 2018. Valor da cesta foi para R$ 304

Um novo balanço divulgado pelo departamento de Economia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) revelou que o valor da cesta básica em Guarapuava voltou a apresentar alta no mês de junho. O aumento registrado foi de 4,38%, o maior desde o início de 2018. O valor da cesta, composta por 13 itens, foi para R$ 304,51 no terceiro planalto.

De acordo com Luci Nychai, do departamento de Economia da Unicentro, essa alta seguiu a tendência nacional de aumento da inflação medida pelo IPCA para junho, que foi de 1,26%. É a maior taxa para o mês de junho desde 1995, sendo a primeira vez, desde janeiro de 2016, que a inflação mensal fiou acima de 1%.

Para Lucy, o aumento ainda é resquício da greve do transporte rodoviário de carga, ocorrida no mês de maio e que provocou desabastecimento e, consequentemente, o aumento dos preços, somado aos fatores climáticos e da sazonalidade decorrente da entrada do inverno.

No caso de Guarapuava, os produtos que puxaram o valor da Cesta Básica de Alimentos para cima foram os produtos derivados do leite, a carne, o óleo e os produtos derivados do trigo.

Pedro de Ferst Ré, do curso de economia da Unicentro, ressalta que a cesta básica do mês de junho absorveu 31,92% do salário mínimo dos guarapuavanos. Desta forma, o trabalhador precisou de 70,22 horas de trabalho para custear o seu valor. Neste mês, o salário mínimo necessário para fazer frente às necessidades de gastos com mensais de vestuário, despesas pessoais, educação, transporte, habitação, comunicação, saúde, cuidados pessoais e artigos de residência foi de R$ 2991,39.

REMUNERAÇÃO

Segundo a professora Luci, a remuneração salarial média de Guarapuava em 2016 era de R$ 2.550,18. Em 2017, esse número caiu e foi de R$ 2.121,40 e no período de janeiro/2018 a maio/2018 a remuneração salarial caiu para R$ 1.509,81, o que reflete uma condição de renda desfavorável ao suprimento das necessidades essenciais do trabalhador, representando uma defasagem de R$ 1.481,58 em relação ao salário mínimo necessário, que é de R$ 2.991,39.

Esse cenário salarial de Guarapuava é reflexo da crise econômica que se reflete na alta taxa de desemprego no Brasil que ficou em 12,7%, no trimestre encerrado em maio/2018.

Segundo o IBGE, o número de desempregados no Brasil foi de 13,2 milhões de pessoas no período, o que aumenta a demanda por trabalho e diminui a oferta de emprego, fazendo a remuneração salarial cair.

Ainda segundo a professora, a expectativa é de que a condição de emprego em Guarapuava melhore, considerando a evolução das admissões e demissões ocorridas no período de janeiro/2018 a maio/2018.

“Nesse período as atividades econômicas guarapuavana admitiram mais que demitiram. Foram 7.326 empregos criados contra 6.281 demissões, ou seja, foram criadas 1.045 novos empregos, destacando-se os setores da construção civil, serviços e agropecuária as quais foram os que apresentaram os maiores saldos positivos de emprego em Guarapuava de janeiro/2018 a maio/2018”.

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