Apps seguem medidas para segurança dos motoristas e passageiros

Os apps de corrida determinam regras para garantir a segurança. Além disso, motoristas informam situações de assédio por parte dos passageiros

Apps seguem medidas para segurança dos motoristas e passageiros (Foto: Reprodução/Pixabay)

A denúncia de uma jovem sobre um motorista de aplicativo causou especulações, gerou dúvidas e teve grande repercussão na tarde de ontem (7) em Guarapuava. De acordo com a afirmação, ela solicitou um carro às 8h da sexta (4) para um trajeto rotineiro. Ao chegar ao destino, o motorista finalizou o serviço no endereço solicitado. Entretanto, como ela informou, ele não teria parado o carro e nem a deixado descer.

No entanto, o Portal RSN foi contatado com a informação de que a situação não seria essa. Conforme o relato, a jovem teria se jogado para não pagar a corrida. A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado. Mas, que a denúncia da jovem seria de tentativa de estupro. Já o motorista teria alegado que ela não queria pagar pela corrida. Sendo assim, o caso está sendo apurado.

De acordo com um outro motorista de aplicativo, gerente de uma das plataformas em Guarapuava, sempre que ocorre uma denúncia e é documentada, o motorista é bloqueado até análise da situação.

Quando devidamente documentado a denúncia junto aos órgãos polícias, o motorista é bloqueado até análise da situação. Porém, seguimos conforme a constituição que diz que todos são inocentes até que se prove o contrário.

Sobre o caso que ocorreu em Guarapuava, o gerente diz que estão sendo feitas investigações junto aos órgão policiais. “O depoimento foi de que a passageira estava com uma amiga. Essa amiga iria descer antes e pagou o proporcional da corrida até o destino. O motorista seguiu para levar a segunda passageira. Mas, quando ele chegou ao local, ela disse que não tinha dinheiro para pagar”.

Desse modo, o homem teria decidido levar a jovem até o endereço onde a amiga desembargou. “Ele não iria receber pelo restante da corrida e julgou que isso seria o certo. Foi neste momento que ela se jogou do carro. Não pagar por um serviço é crime”.

(Foto: Reprodução/Pixabay)

MEDIDAS DOS APLICATIVOS

Na reportagem do Portal RSN, muito se contestou sobre a admissão dos motoristas em aplicativos. Em contato com o Garupa, foi informado que a contratação depende da comprovação de endereço. Além disso, também é necessário entregar documentos que apresentem os antecedentes criminais. Bem como fotos do veículo e de documentos. “Não fazemos pesquisa de antecedentes criminais pelo sistema. Não damos margem a erros. Pois, quando o próprio motorista entrega os antecedentes, caso tenha falsificação, o mesmo poderá ser processado”.

O aplicativo preza o respeito mútuo entre motoristas e passageiros. Analisando cada caso de forma singular. Desse modo, estando presente por meio dos gerenciadores.

Já a empresa Uber pede que o profissional cadastre uma foto da CNH com a observação ‘Exerce atividade remunerada’. Conforme a empresa, por meio da carteira, é possível verificar a elegibilidade na plataforma. Após aprovação, é consultado o certificado de registro e licenciamento de veículo. No ano passado, a Uber fechou contrato com a Serpro para checar dados de veículos e motoristas em tempo real.

Em 2 de abril de 2019, a empresa anunciou a parceria para verificação on-line. O software verifica todos os dados, inclusive as fotos fornecidas pelo motorista com as fotos arquivadas pelas autoridades de trânsito. Assim, prevenindo fraudes. 

Conforme a 99, as exigências são as mesmas. Entretanto, a plataforma diz conferir os antecedentes criminais dos passageiros também. O aplicativo oferece atendimento emergencial 24 horas por dia. É só entrar em contato pelo telefone 0800-888-8999. “Solicitamos os documentos dos passageiros e dos motoristas parceiros em todos os cadastrados. Além disso, os perfis são monitorados por inteligência artificial”.

Sendo assim, em todas as empresas quando alguém denuncia um caso de assédio é feito um cruzamento de dados. Se a denúncia for confirmada, o agressor é desativado automaticamente. 

De acordo com Paulo Costa, motorista de aplicativo, ele é o coordenador do maior grupo de profissionais da área em Guarapuava. No grupo, “Gorpa Drives” cerca de 250 pessoas participam ativamente e comentam a funcionalidade das plataformas.

“Então, o aplicativo Garupa faz uma busca criteriosa sobre os motoristas e os passageiros. Ele não tolera de forma alguma desrespeito. Eu não tenho vínculo com o aplicativo, mas conheço pessoas que não conseguiram fazer parte. A Uber trabalha da mesma forma, principalmente com as avaliações. A 99 traz a possibilidade de bloquear”.

MOTORISTAS PASSAM POR SITUAÇÕES COMPLICADAS

(Foto: Reprodução/Pixabay)

Para quem pensa que a vida dos motorista de aplicativos é fácil, uma profissional de 38 anos, está aí para provar que não. Ela diz começar todos os dias de trabalho com o pedido de que tudo ocorra bem. Segundo a profissional, ela já passou por “maus bocados”. A motorista recorda de inúmeras situações, principalmente de clientes que tentaram “passar a perna” e sair do carro sem pagar a corrida. “Uma vez eu segurei um rapaz que ia sair do carro e não ia me pagar”.

Além disso, ela recorda uma outra situação, em que precisou ajudar uma jovem embriagada. “Eu busquei uma moça que estava brigando com o namorado. A corrida dela era para o bairro Morro Alto. Quando a gente estava chegando no Centro ela disse que não queria ir para o destino. Então, ela me pediu para deixar ela em outro lugar, disse que ia encontrar um rapaz. Ela ia descer do carro, eu até comentei ‘moça, você realmente quer ficar aí?’. Era madrugada e não tinha ninguém nas proximidades”.

A motorista continua. “Nesse momento, ela me disse que estava sem bateria no celular. Eu imediatamente tentei convencer ela para ir para a casa dela. Pensei no perigo que ia enfrentar. Por fim, eu consegui a convencer de ir para casa, mas a jovem ficou brava. Eu a ajudei a descer do carro e a coloquei para dentro do portão. Então, se eu a deixasse no lugar que ela queria, quem me garante que o rapaz era boa pessoa?”. Ademais, conforme a motorista, recentemente um colega foi assediado no trabalho.

Um homem solicitou a corrida e o meu colega foi buscar. Chegando lá, era uma pessoa que ele já tinha bloqueado por assédio. Ele estava trabalhando e o solicitante pegou nas partes íntimas dele. O motorista passa por situações complicadas. Por isso, sempre peço a Deus que me ajude.

Um outro motorista comenta que já foi vítima de assédio muitas vezes. “Eu comuniquei a plataforma e avaliei com nota mínima. Dessa maneira, o app entende que deve evitar um reencontro do motorista com o passageiro”. Os aplicativos orientam que quando os motoristas passam por situações de assédio, eles devem parar o carro. Depois encerrar a corrida e reportar o ocorrido. “Portanto, não há tolerância de desrespeito por nenhuma das partes”.

DENÚNCIAS

Os aplicativos fornecem meios de denunciar dentro das próprias plataformas. Na empresa Uber, é preciso entrar no menu e selecionar “suas viagens”. Desse modo, selecionar a viagem em questão sobre a qual deseja comunicar uma denúncia. Depois de escolher a viagem, basta clicar em “Informar um problema”. Escolha em qual categoria está o problema. Com isso, você poderá escrever um texto.

Já a 99 oferece um serviço de “fale conosco”. Para acessar, é só abrir o menu na lateral esquerda do app e selecionar “Corridas”. Escolha a corrida em questão. Assim, você pode reportar o problema. No Garupa, é só clicar na aba “Suporte e Ajuda” e relatar o ocorrido. Outro meio de contato é pelo WhatsApp (51) 9 9399–0391.

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