Bolsonaro negocia parte da reforma previdenciária

Presidente eleito aceitou indicação da bancada ruralista para o Ministério da Agricultura

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, conversa com jornalistas após visita ao Comando da Aeronáutica, em Brasília (Foto: Agência Brasil)

O presidente eleito Jair Bolsonaro se reúne nesta quinta feira (8), em Brasília, com parlamentares no apartamento funcional, para negociar a parte da reforma previdenciária. O presidente eleito quer  garantir a aprovação ainda este ano de algumas propostas de tramitação mais simples no Congresso Nacional. A aprovação, entretanto, depende dois terços dos 513 deputados e 81 senadores, em dois turnos de votação em cada Casa, antecedida por um processo de negociação. A demora é certa pela tradição do Congresso. Isso pode provocar um adiamento na definição da idade mínima.

De acordo com a Agência Brasil, em meio a dificuldades pela falta de consenso no Congresso Nacional, Bolsonaro indicou nessa quarta (7) que a negociação passa por buscar a aprovação de medidas que não alterem a Constituição.

Segundo o presidente eleito, a aprovação da reforma da reforma da Previdência é um avanço também para buscar soluções para as contas públicas. “O que queremos é votar alguma coisa o quanto antes”, ressaltou Bolsonaro.

AGRICULTURA

Também pela manhã, Bolsonaro vai se reunir com a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) confirmada como a primeira mulher ministra do seu governo a partir de indicação da bancada ruralista que reúne cerca de 260 parlamentares no Congresso Nacional.

Engenheira agrônoma e empresária, Tereza Cristina é presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária (FPA) e tem uma longa trajetória no setor. Ela foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB). Depois de cumprir essa agenda, Bolsonaro retorna ao Rio de Janeiro. Porém, na quarta (14) ele já tem compromisso agendado com os 27 governadores – eleitos e reeleitos – em Brasília. A disposição é para fechar o chamado pacto federativo.

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