Caso Tatiane: audiências começam nesta terça (11) em Guarapuava

Luís Felipe Manvailer, que está preso há mais de quatro meses, será ouvido na quinta feira (13)

Após mais de quatro meses da morte de Tatiane Spitzner, ocorrida em 22 de julho, em Guarapuava, as testemunhas intimadas a falar sobre o feminicídio da advogada guarapuavana serão ouvidas nesta terça feira (11), às 13h, pela juíza Paola Mancini, responsável pelo julgamento. Esta será a primeira audiência realizada.

Manvailer será ouvido nesta quinta feira (13) (Foto: Reprodução)

Na quinta feira (13), será a vez de Luís Felipe Manvailer, ex-marido de Tatiane e suspeito de autoria do feminicídio, falar à Justiça sobre os fatos ocorridos na madrugada de 22 de julho. De acordo com a decisão de Paola, ele falará às 13h, no Fórum Desembargador Ernani Guarita Cartaxo.

Dentre as testemunhas que serão ouvidas nesta semana, estão o delegado Bruno Miranda Maciocek, que estava à frente da Delegacia da Mulher durante o inquérito do caso de Tatiane, e Obadias de Souza de Lima Júnior, então chefe administrativo do Instituto Médico Legal (IML) de Guarapuava.

O CASO

Luís Felipe Manvailer está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) há quatro meses e 19 dias. Semanas após a morte de Tatiane, ele foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual, cárcere privado e por causar intenso sofrimento físico e psíquico na vítima.

Manvailer segue preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (Foto: Divulgação)

Imagens divulgadas pelo Ministério Público (MP), mostraram que Manvailer agrediu Tatiane progressivamente, por cerca de 20 minutos, na noite de sua morte. Após discussões dentro do apartamento, imagens do circuito externo do prédio mostraram Tatiane caindo da sacada do quarto andar. O ex-marido recolheu o corpo da vítima, trancou a advogada no apartamento, trocou de roupa, limpou as marcas de sangue no elevador e fugiu com o carro do casal. Ele foi preso pela Polícia Civil no mesmo dia, em São Miguel do Iguaçu, região Oeste do Estado.

À polícia, Manvailer declarou que Tatiane teria se jogado da sacada. Durante as investigações, exames do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, apontaram que a advogada morreu por asfixia mecânica, antes de sofrer a queda. A expectativa para a audiência é se haverá mudança no discurso do réu frente as novas provas do caso.

De acordo com os advogados, tanto de defesa quanto os auxiliares de acusação, tudo já está preparado para as audiências desta semana.

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