Família divulga nota sobre morte de Felomena Schepansky

Uma testemunha afirma que pouco mais de duas horas antes do acidente viu Rodolpho Scherner Neto visivelmente embriagado

Felomena morreu atropelada na manhã do último domingo (12) (Foto: Reprodução)

Dois dias após a morte de Felomena Schepansky, de 70 anos, uma nota oficial da família foi divulgada nas redes sociais e também enviada à imprensa. O texto pede justiça. Rodolpho Scherner Neto, acusado de estar dirigindo o carro que atropelou a idosa, se apresentou na última segunda (13), quase 35 horas após o acidente.

Ele se manteve em silêncio perante a justiça. Rodolpho foi preso três horas depois de deixar a Delegacia de Polícia Civil de Guarapuava. O acusado deve responder por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Leia abaixo, a nota oficial da família de Felomena.

A família da Senhora Felomena Chepanski Durval ainda muito abalada em razão dos fatos ocorridos no último dia 12/01/2020, lamenta profundamente o ocorrido, dispondo que a perda é irreparável por se tratar de pessoa de excelente índole, querida tanto no meio familiar, quanto no meio social.
O ato praticado pelo agente causador se deu durante o trajeto da vítima para a igreja, de manhã cedo, restando ainda comprovado através das testemunhas que o agente estava sobre o efeito de álcool, não exitando em promover perigo comum e no qual por um milagre mais duas vítimas também não foram mortas!
Os antecedentes do indiciado comprovam que o mesmo não tem respeito e responsabilidade pela vida alheia, nem tampouco pela própria Justiça, vez que já foi condenado por crimes relacionados ao tráfico de drogas.
A família espera por uma decisão célere e justa como meio pedagógico de coibir procedimentos similares por outras pessoas!
A família ainda agradece o apoio de toda a sociedade!

Familia Schepanski
Familia Dias

Guarapuava (PR), 14/01/2020.

Dona Felomena foi enfermeira durante anos em Guarapuava (Foto: Reprodução/Facebook)

Apesar de Rodolpho não dar nenhuma declaração à polícia sobre os fatos, o advogado de defesa do acusado, Alan Quartiero, falou à imprensa sobre o que considera “que realmente aconteceu”.

Em entrevista, o advogado afirmou que seu cliente “Não fugiu no local, prestou atendimento, as pessoas que estavam lá viram ele descer do carro e ligar para o 193. Ele não fugiu do local, tanto que está vindo prestar esclarecimentos à justiça. Ele está muito arrependido, lembra do acidente e estava lúcido. É muita notícia desencontrada, vamos analisar os autos para maiores informações”.

Em um primeiro momento, antes de apresentar Rodolpho à justiça, o advogado considerou o acidente como uma “fatalidade culposa”. E afirmou que no momento do acidente o acusado não estava alcoolizado.

Rodolpho se apresentou à justiça quase 35 horas após o acidente (Foto: RSN)

OUTRA VERSÃO

Em contrapartida, o segurança de uma boate da cidade deu declarações exclusivas ao Portal RSN, onde afirma que durante a madrugada de domingo (12), antes do acidente, Rodolpho esteve em seu local de trabalho completamente embriagado.

Ele chegou no estabelecimento onde eu trabalho por volta das 4h. Tivemos um problema com o portão e por isso ele ficou aberto. Ele estava acompanhado de outros três amigos, todos com copo de bebida na mão. Eu moro ali, ele me pediu telefone de “muié”, quando eu disse que não tinha, eles saíram para fora do portão e ficaram aguardando alguém. Ele dizia que a pessoa estava demorando e foram embora. Eu trabalho na noite há muitos anos, sou o segundo segurança mais velho prestando serviço na cidade, sei perfeitamente reconhecer quando uma pessoa está embriagada ou drogada. Com certeza. Ele estava bem embriagado, se retorcendo, dava para ver que não era só álcool. Eles saíram daqui mais ou menos umas 4h35. Um cara que usa dinheiro em benefício dele, matou uma mãe de família. Ele estava bêbado sim e drogado.

A reportagem do Portal RSN fez novamente contato com a defesa do acusado sobre as declarações dessa testemunha. Sobre as afirmações acima, o advogado afirmou que:

A defesa aguardará a conclusão do inquérito policial, sendo ainda imaturo repassar qualquer posicionamento.

Leia outras notícias no Portal RSN.

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