Governo do Paraná planeja a retomada econômica do Estado

Além disso, o Estado antecipou as obras de três hospitais regionais, que seriam entregues no final do ano, um deles está em Guarapuava

Além disso, o Estado antecipou as obras de três hospitais regionais (Foto: Reprodução/AEN)

O governador Ratinho Junior participou de uma transmissão on-line onde destacou a estruturação do Estado para o enfrentamento ao novo coronavírus. Além disso, o planejamento para a recuperação econômica do Estado pós-pandemia também foi pauta. O debate foi promovido pela Câmara Americana do Comércio (Amcham Curitiba).

Conforme o governador, o caminho para a retomada do crescimento passa por investimentos públicos e privados, destacando que a segurança institucional do Estado e a força do agronegócio contribuem com a melhoria desse cenário. “Adotamos várias medidas para não parar o sistema econômico, ao mesmo tempo em que tomamos o cuidado com as recomendações dos órgãos de saúde”.

A conversa foi conduzida pela CEO da Amcham, Deborah Vieitas, e acompanhada por cerca de 300 pessoas de 22 cidades e sete estados diferentes. Segundo Vieitas, o objetivo é estabelecer um diálogo construtivo entre os setores público e privado, para melhorar a competitividade e as exportações brasileiras.

SAÚDE

A saúde já passava por um processo de descentralização, o que facilitou a implantação de leitos exclusivos para atender pacientes com a Covid-19 em todas as Regiões. Esse planejamento incluiu parcerias com hospitais filantrópicos e particulares que atendem pelo SUS, além da estruturação da rede estadual de saúde.

O Estado também antecipou as obras de três hospitais regionais, que seriam entregues no final do ano. O hospital em Guarapuava deve entrar em funcionamento até o fim do mês.

EQUILÍBRIO

Paralelamente ao investimento na saúde, o Estado atuou para não parar a economia e ter a menor desaceleração possível. De acordo com Ratinho Junior, não se chegou a decretar a quarentena, apenas a paralisação de alguns setores mais propícios à contaminação.

Portanto, alinhamos com os prefeitos para que cada município se ajustasse à realidade local e, assim, conseguimos um equilíbrio para que o setor econômico não parasse totalmente.

Com isso, setores como o industrial, o agronegócio, construção civil e o sistema logístico do Estado continuaram em funcionamento.

RECUPERAÇÃO

Para o governador, a boa situação fiscal e a segurança jurídica do Estado são fundamentais para garantir a retomada da economia e a preservação dos empregos dos paranaenses. Esse planejamento engloba desde as micro e pequenas até as grandes empresas, tendo como aliado para o setor econômico o programa Recupera Paraná.

O programa de recuperação econômica inclui a ampliação de linhas de crédito ao setor produtivo, com a alavancagem de recursos disponibilizados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e pela Fomento Paraná. O Estado também adotou a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) a 270 mil micros e pequenas empresas.

Outra estratégia é ampliar o incentivo aos chamados Arranjos Produtivos Locais, para alavancar o desenvolvimento tendo em vista as vocações regionais.

AMBIENTE PROPÍCIO

Conforme o secretário estadual da Fazenda, Renê Garcia, a boa situação fiscal do Estado facilita na tomada de empréstimos e também cria um ambiente propício para investidores. “O Paraná tem um diferencial competitivo com relação aos pares e as finanças organizadas. Quando o empresário vem ao Estado ele tem não só vantagem do ponto de vista operacional e dos fatores de produção, como tem segurança institucional. Em nenhum momento o Estado vai atrapalhar ou agregar risco aos investidores”.

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