Novo impasse atrasa salários no Santa Tereza; funcionários sinalizam greve

Se greve for aprovada, internamentos serão suspensos e só 30% do hospital irá funcionar. Direção tenta reverter situação para normalizar pagamentos

HST atende um universo de aproximadamente 500 mil pessoas na região (Foto: Matheus Buongermino/RSN)

A previsão de pagamentos dos salários dos cerca de 400 funcionários do Hospital Santa Tereza, em Guarapuava, que estavam previstos para ocorrer nesta terça feira (11), não se concretizou. Os salários deveriam ter sido pagos na última quinta (6), mas um problema na liberação de crédito com a entidade financeira que atende o HST não permitiu a ação. Esta foi a segunda vez que o HST atrasou os pagamentos desde que a crise financeira na instituição se agravou, em abril deste ano.

A esta reportagem, a administração do hospital informou que o atraso desta terça (11) ocorreu, agora, devido a um problema de garantia para realização de um empréstimo que será usado para cobrir os vencimentos deste mês.

“Neste tipo de operação, há uma propriedade que é usada como garantia junto a instituição financeira que nos atende. Essa propriedade, no entanto, está no nome de uma pessoa que já faleceu, então o banco não aceitou o nome de parentes no documento para validar a propriedade como garantia frente ao empréstimo. Com essa recusa que ocorreu hoje, nós precisamos ir atrás de todos os herdeiros da propriedade, para que assinem o documento e autorizem a entrada da propriedade em questão como garantia. Só assim o valor contratado para os pagamentos será liberado”, explicou a administração do HST. Eles reiteram que, no entanto, a entidade financeira está “fazendo de tudo” para ajudar o hospital, porém, há entraves burocráticos que precisam ser resolvidos.

O caso deste mês, na avaliação da direção, foi atípico, já que, a princípio, os salários seriam pagos em dia frente ao adiantamento da contratualização que o Governo do Estado fez para o HST, no valor de R$ 1,1 milhão. Em setembro, porém, exclusivamente, este dinheiro foi retido pela instituição financeira que atende o hospital para cobrir um furo na conta. Foi daí que veio a dependência do empréstimo para a realização dos pagamentos deste mês.

De acordo com informações da administração, durante esta terça, foram realizadas visitas aos setores do hospital para explicar a situação para os funcionários.

POSSIBILIDADE DE GREVE

Frente ao segundo atraso, a categoria já sinalizou a possibilidade de entrar em greve ainda nesta semana. Se isto ocorrer, segundo informações do Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos de Serviço de Saúde de Guarapuava, só 30% do HST irá funcionar. Internamentos e outros serviços serão suspensos.

“70% dos funcionários precisam votar a favor da greve para que ela ocorra. Nós já tivemos uma reunião prévia sobre isso nesta terça, mas uma decisão definitiva ocorrerá só na quinta (13)”, explicou Alcione de Jesus Domingues, presidente do sindicato que representa a categoria. A reunião já realizada que Alcione fez menção ocorreu na tarde de hoje (11), no próprio Santa Tereza, onde um grupo de funcionários cobrava explicações da direção do hospital sobre os atrasos deste mês.

PRÓXIMOS PASSOS

A assembleia que definirá pela possível greve ainda não tem local nem hora para ocorrer. A única definição, até o momento, é sobre a data, quinta (13). A direção do hospital ainda não tem previsão de quando os salários deste mês serão pagos.

“Se deliberamos pela greve, nosso único objetivo será o de cobrar salários em dia”, finalizou Alcione. O presidente do sindicato informou que algumas famílias já estão com contas atrasadas, com juros sendo cobrados.

Em agosto deste ano, quando o Santa Tereza atrasou os salários pela primeira vez, os funcionários deliberaram por estado de greve, mas frente a solução rápida da administração, uma nova assembleia foi realizada, onde os participantes voltaram atrás e deram mais um voto de confiança para a instituição.

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