Osmar Serraglio se "fecha em copas". Deputados "pedem a cabeça" do ministro

Da Redação

Brasília – A crise política envolvendo o ministro da Justiça Osmar Serraglio cresce com o pronunciamento da senadora Kátia Abreu, também do PMDB, e com o pedido de que ele deixe o posto, em representação assinada pelo deputados baianos Afonso Florence e Robinson Almeida .

A senadora disse publicamente que o ministro Osmar Serraglio é sim, o responsável pela permanência de Daniel Gonçalves Filho, no Ministério da Agricultura, mas que não fez isso sozinho. Segundo a parlamentar, o deputado federal Sergio Souza avalizou o nome de Daniel no posto. Kátia Abreu lembrou que ela era a titular no Ministério da Agricultura no governo da ex-presidente Dilma Rousseff quando recebeu a pressão dos dois peemedebistas. Daniel é tratado por Serraglio como “grande chefe”  em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. O ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná entre 2007 e 2016, Daniel Gonçalves Filho, é considerado pela Polícia Federal como o chefe da “quadrilha” desbaratada pela Operação Carne Fraca.

“Esse cidadão que foi nomeado tinha processos administrativos no ministério e nunca tive notícias de uma pressão tão forte para não tirar esse bandido de lá”, afirmou Kátia. “Dois deputados do meu partido insistiram que a lei não fosse cumprida a ponto de eu ter de ligar para a presidente Dilma, comunicar minha decisão de demitir e avisar que, com as consequências políticas, eu iria arcar. E ela disse: Demita já”, relatou a senadora, no plenário. A demissão, porém, não ocorreu.

Serraglio, porém, em nota divulgada na noite desta erça (21), repassou a responsabilidade da indicação de Daniel para o ex-deputado Moacir Micheletto, falecido em acidente há cerca de cinco anos. Segundo a bancada do PMDB, o paranaense chancelou a indicação.

Ainda de acordo com a nota, a ex-ministra Kátia Abreu admitiu que só manteria o superintendente regional após o apoio dos senadores do PMDB. “Sobre a resistência em nomear (ratificá-lo no cargo), deu-se por haver divergências políticas entre ela (Kátia) e a maioria da bancada, que era a favor do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff”, afirma o ministro.

Para evitar que a crise sobre Serraglio se agrave, ele foi orientado a se “fechar em copas”, com o mínimo de exposição possível, para evitar maiores desgastes e não se indispor com a Polícia Federal. Ele está limitado a compromisso internos no seu gabinete. Mesmo assim, deputados e senadores continuam pedindo a cabeça do ministro.  A Comissão de Ética da Presidência recebeu na terça (20) uma representação dos deputados baianos Afonso Florence e Robinson Almeida, ambos do PT, pedindo investigação na Procuradoria-Geral da República e a demissão de Serraglio. Os membros se reúnem na segunda (27).

 

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