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ALEGAÇÕES FINAIS

Para que Manvailer não vá a júri popular, defesa insiste que Tatiane se suicidou

Apesar de laudos atestarem esganadura, defesa quer a retirada de qualificadoras

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura
*Com informações do G1 [caption id="attachment_180739" align="aligncenter"]
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Felipe Manvailer (Foto: Reprodução/Vídeo TJPR)[/caption] Para tentar derrubar a tese da acusação de que Felipe Manvailer matou a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, na madrugada de 22 de julho do ano passado, em Guarapuava, a defesa insiste na tese de que ela se suicidou. Segundo a defesa, Manvailer precisaria ter a “força de um guindaste” para atirar o corpo da advogada da sacada do quarto andar do edifício Golden Garden, onde o casal morava, no Centro da cidade. Essa afirmação consta num dos trechos das alegações finais entregue à Justiça nessa segunda (13). Diz ainda que depoimentos de testemunhas reforçam a tese de que Tatiane tirou a própria vida. A intenção é que o acusado não seja levado a júri popular como pede o Ministério Público. Ele está preso numa das celas da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), sob a acusação de homicídio qualificado, além de cárcere privado e fraude processual. [caption id="attachment_180740" align="aligncenter"]
A data relembra o caso da advogada Tatiane Spitzner (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)A data relembra o caso da advogada Tatiane Spitzner (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)
Tatiane Spitzner (Foto: Reprodução/Facebook)[/caption] De acordo com o Ministério Público, o acusado alterou o local do crime. A defesa pede também que Manvailer seja absolvido dessas acusações e alega que o corpo de Tatiane teria caído a quase quatro metros de distância do parapeito da sacada, caracterizando “impulso típico de suicídio”. Numa nova tentativa de livrar o cliente, a defesa quer que as qualificadoras sejam retiradas do processo: motivo fútil, meio cruel, dificultar defesa da vítima e feminicídio, caso seja pronunciado pela juíza Paola Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava. [caption id="attachment_180741" align="aligncenter"]
(Foto: Reprodução/Vídeo Depoimento)manvailer
Felipe Manvailer (Foto: Arquivo/RSN)[/caption] De acordo com o Ministério Público, porém, Manvailer matou Tatiane por esganadura e em seguida atirou o corpo pela sacada do apartamento, que fica no quarto andar. Depois disso desceu, recolheu o corpo e fugiu utilizando o carro da vítima. Ele nega ter matado a mulher. Imagens das câmeras de segurança mostram detalhes de agressões que antecederam o crime, até o momento em que ele retorna com o corpo para o apartamento. Manvailer foi preso em flagrante em São Miguel do Iguaçu quando tentava fugir para o Paraguai.