Para que Manvailer não vá a júri popular, defesa insiste que Tatiane se suicidou

Apesar de laudos atestarem esganadura, defesa quer a retirada de qualificadoras

*Com informações do G1

Felipe Manvailer (Foto: Reprodução/Vídeo TJPR)

Para tentar derrubar a tese da acusação de que Felipe Manvailer matou a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, na madrugada de 22 de julho do ano passado, em Guarapuava, a defesa insiste na tese de que ela se suicidou.

Segundo a defesa, Manvailer precisaria ter a “força de um guindaste” para atirar o corpo da advogada da sacada do quarto andar do edifício Golden Garden, onde o casal morava, no Centro da cidade. Essa afirmação consta num dos trechos das alegações finais entregue à Justiça nessa segunda (13).

Diz ainda que depoimentos de testemunhas reforçam a tese de que Tatiane tirou a própria vida. A intenção é que o acusado não seja levado a júri popular como pede o Ministério Público. Ele está preso numa das celas da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), sob a acusação de homicídio qualificado, além de cárcere privado e fraude processual.

Tatiane Spitzner (Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com o Ministério Público, o acusado alterou o local do crime. A defesa pede também que Manvailer seja absolvido dessas acusações e alega que o corpo de Tatiane teria caído a quase quatro metros de distância do parapeito da sacada, caracterizando “impulso típico de suicídio”.

Numa nova tentativa de livrar o cliente, a defesa quer que as qualificadoras sejam retiradas do processo: motivo fútil, meio cruel, dificultar defesa da vítima e feminicídio, caso seja pronunciado pela juíza Paola Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava.

Felipe Manvailer (Foto: Arquivo/RSN)

De acordo com o Ministério Público, porém, Manvailer matou Tatiane por esganadura e em seguida atirou o corpo pela sacada do apartamento, que fica no quarto andar. Depois disso desceu, recolheu o corpo e fugiu utilizando o carro da vítima. Ele nega ter matado a mulher.

Imagens das câmeras de segurança mostram detalhes de agressões que antecederam o crime, até o momento em que ele retorna com o corpo para o apartamento. Manvailer foi preso em flagrante em São Miguel do Iguaçu quando tentava fugir para o Paraguai.

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