Sol forte requer cuidados com a pele

Com a proximidade da estação mais quente do ano, a população já começa a enfrentar os dias ensolarados. Antes que o termômetro suba ainda mais, os dermatologistas recomendam: é necessário se proteger contra os males do sol. A exposição excessiva é o principal fator de risco do câncer da pele. As principais vítimas são as pessoas de pele clara, com maior sensibilidade à penetração dos raios ultravioletas.

A doença é identificada por um tumor formado por células que sofreram uma transformação e multiplicaram-se de maneira desordenada, dando origem a um novo tecido. Segundo o dermatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia regional Paraná, Carlos Augusto Silva Bastos, o câncer da pele é uma doença aparente, ou seja, para um observador, é fácil desconfiar de que alguma coisa está errada. “O câncer da pele pode apresentar cor escura, aumenta de volume ao longo do tempo, sangra com facilidade e tem aspecto verrugoso que não cicatriza”, comenta o médico.

Além do uso dos protetores solares, recomenda-se a exposição adequada ao sol – antes das 10 horas e depois das 16 horas. O uso de camiseta, chapéu e guarda-sol também é recomendado. Vale lembrar que mesmo em dias nublados, o filtro solar deve ser usado. “Pessoas com pré-disposição à doença, como as que têm pele clara, devem tomar certos cuidados. O surgimento de sardas é um sinal de que a pele já foi submetida à radiação excessiva ao longo do tempo e por isso a pigmentação foi alterada, o que significa um risco maior de adquirir o câncer da pele”, afirma Bastos.

Os cuidados também devem ser redobrados para as pessoas que moram nas regiões serranas e montanhosas. Como estão mais próximos do sol, a radiação é mais intensa do que quem vive em cidades ao nível do mar. A população que vive na região sul e sudeste têm um risco maior do que aqueles que moram no norte e nordeste, locais considerados quentes o ano todo. Estas localidades são afetadas diretamente pelo buraco na camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioletas, e por isso os raios solares nestes estados são mais intensos. A pele clara da população de origem européia, como alemães, italianos e poloneses, é outro agravante. Em virtude desta condição, os paranaenses devem ficar atentos às formas de prevenção do câncer.

O bronzeamento por máquinas também é extremamente nocivo. Com a proibição do bronzeamento artificial neste mês, dia 11, de os equipamentos poderão ser usados apenas como fim terapêutico e para tratamentos de doenças de pele como psoríase e vitiligo. A radiação emitida por estes equipamentos é mais intensa que a natural e aumenta em 75% o risco de ter câncer da pele.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia – regional Paraná

Foto: sol forte aumenta a incidência de casos de câncer de pele (divulgação)

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