Suspeita de coronavírus esgota máscaras em farmácias de Guarapuava

Das seis farmácias pesquisadas em Guarapuava pela reportagem do Portal RSN, apenas uma informou ainda ter o produto preventivo à venda

Suspeita de coronavírus esgota máscaras em farmácias de Guarapuava (Foto: Reprodução/Unsplash)

Com a notícia divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, que Guarapuava tem o primeiro caso suspeito do novo coronavírus, a procura por produtos preventivos aumentou na rede farmacêutica da cidade. A reportagem do Portal RSN fez contato com seis farmácias: RedeMais, DrogaRaia, FarmaNossa, Rede Trajano, Formédica e Rede 3000. E descobriu que já faltam itens como luvas descartáveis, álcool em gel e máscaras hospitalares em alguns estabelecimentos.

Das seis farmácias contatadas, duas (RedeMais e DrogaRaia) informaram não ter mais álcool em gel para a venda. Já faltam máscaras na Rede 3000, RedeMais e DrogaRaia. A FarmaNossa informou que além de não ter mais máscara para a venda, o produto já está em falta no fornecedor. A Formédica não comercializa luvas, mas tem álcool em gel. A Rede Trajano também tem o produto para a venda.

De acordo com cinco comerciantes, a procura aumentou expressivamente. Segundo eles, o comentário dos consumidores é sempre o mesmo: a prevenção. Mesmo com a procura maior, conforme os entrevistados, não houve alteração nos valores.

PREÇOS

Assim, o preço médio de um frasco de álcool em gel de 450 ml é R$ 15,47. O menor valor encontrado do produto foi R$ 9,99. Já o maior preço está sendo comercializado a R$ 25. Já o valor médio da caixa de luvas destacáveis com 100 unidades ficou em torno de R$ 35,42. O menor valor encontrado da mercadoria foi R$ 25,50. O maior preço ficou em R$ 44,19, para a caixa com 100 unidades.

Conforme Chayane Andrade, enfermeira-chefe da Vigilância Epidemiológica e Sanitária Guarapuava, embora “neste momento ainda não haja necessidade do uso das máscaras hospitalares pela população em geral, o uso deve ser restrito à aqueles que já estão confirmados com o vírus e/ou os possíveis casos”.

Entretanto,  Chayane frisa que “quem trabalhou no surto de 2009 (H1N1) está mais preparado para atuar na prevenção do Covid-19. Erros cometidos há 11 anos, não serão refeitos”. Na fala, a enfermeira relembrou que na Expogua de 2009, os profissionais distribuíram máscaras na porta de entrada da exposição, atuação que segundo ela foi prematura.

Prioridade

Os sintomas do novo coronavírus se assemelham aos da gripe comum. E, como ainda não há vacina com a cura, os profissionais da saúde de Guarapuava foram orientados nessa quarta (12) a tratar os futuros casos com prioridade. Por isso, ao chegar na unidades, as pessoas que acreditam ter pego a doença serão questionadas com perguntas simples, como:

Você viajou para algum país com transmissão local nos últimos 14 dias? Quais são os sintomas que você está apresentando? Se as repostas forem afirmativas na abordagem, a pessoa receberá uma máscara sanitária e ficará isolada por instantes.

Em seguida, serão feitos exames laboratoriais, radiografia do peito e coleta de saliva. De acordo com a Secretaria de Saúde de Guarapuava, ao fim deste processo, os pacientes que não apresentarem sintomas moderados ou graves, serão direcionados para suas residências. Por fim, o resultado é confirmado por meio da coleta encaminhada ao Laboratório Central do Paraná (Lacen) e fica pronto em torno de 20 dias.

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