Taxa de desemprego cai em setembro em Guarapuava, afirma estudo

Entretanto, a pesquisa da Unicentro revela que o saldo de empregos no acumulado em 2020 no município, ainda permanece negativo

Taxa de desemprego cai em setembro em Guarapuava, afirma estudo (Foto: Reprodução/AEN)

O ano de 2020 marcado pela pandemia do novo coronavírus, trouxe reflexos para o mercado de trabalho em Guarapuava. Entetranto, no mês de setembro a taxa de desemprego caiu no município aos outros meses. Os dados são do Núcleo de Estudos e Práticas Econômicas (Nepe), que é vinculado ao Departamento de Ciências Econômicas da Unicentro.

Conforme a economista e professora Luci Nychai, foram criados 197 postos de trabalho, o que significa que as contratações foram em maior número que as demissões. A professora Luci aponta que apesar da leve queda na taxa de desemprego, a cidade ainda apresenta um déficit na oferta de empregos.

“Apesar da queda da taxa de desemprego em setembro, o saldo de empregos em Guarapuava ainda permanece negativo. Assim, na ordem de menos 505 postos de trabalho que ainda deverão ser recuperados. Principalmente devido aos saldos negativos de março, abril e maio, os quais a pandemia mais afetou”.

No mês de setembro, os setores da indústria, do comércio e construção apresentaram saldo positivo, com mais admissões que desligamentos. Em contrapartida, a agropecuária e o setor de serviços tiveram um balanço negativo. De acordo com a professora Luci, a melhora depende do andamentos dos próximos meses.

As projeções para os próximos meses estão muito atreladas ao controle da propagação da covid-19 e as políticas macroeconômicas brasileiras. Por exemplo, se a dificuldade de reposição dos estoques de matérias-primas e insumos por parte da indústria permanecer poderá haver um aumento da taxa de desemprego nos próximos meses. Visto que as indústrias não terão como produzir sem matéria-prima.

METODOLOGIA PRÓPRIA

Para os cálculos do índice de desemprego em Guarapuava, o Nepe desenvolveu uma metodologia própria. A metodologia se baseia nos dados secundários do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o IBGE.

A divulgação desses dados tem atraso de dois meses pelos institutos federais. Então, os números de novembro só passam pela análise do Nepe em janeiro de 2021. Essa análise local, como conta a professora Luci, começou a ser feita este ano pelo Núcleo.

“A taxa de desemprego divulgada pelo IBGE, por meio da Pnad, abrange os estados e não refletem realidade dos emprego nos municípios do interior. Desta forma, o Nepe se propôs a estimar a taxa de desemprego de Guarapuava para acompanhar a dinâmica de empregabilidade em nível local e subsidiar as políticas geração de emprego e renda em Guarapuava”. Portanto, a pesquisa corrobora os dados positivos apresentados pelo Novo Caged.

CAGED

Pelo quarto mês consecutivo, Guarapuava registrou saldo positivo na criação de empregos com carteira assinada. Assim, conforme o ‘Novo Caged’ – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o mês de setembro teve 1.535 contratações e 1.338 demissões, resultando em saldo de 197 postos criados no município.

Em agosto o saldo positivo fechou em 269 postos de trabalho. Entretanto em junho e julho, Guarapuava já tinha registrado mais admissões que desligamentos. Aos poucos a economia se recupera dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus. Assim, três setores impulsionaram positivamente essa retomada em Guarapuava. O Setor da Indústria teve saldo de 132 novas contratações, seguido do Comércio com 80 novos postos. E o Setor da Construção Civil, com 67 novas contratações.

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