Unicentro comemora 15 anos de ensino acessível a pessoas com necessidades especiais

O Programa de Inclusão e Acessibilidade (PIA) busca acompanhar o desempenho escolar de alunos com deficiências físicas, psíquicas ou motoras, além de instruir também os alunos indígenas

A coordenadora do PIA no campus Santa Cruz, Evelize Vasco, foi presenteada com uma placa com dizeres em braile (Foto: Coorc Unicentro)

Há 15 anos, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) conta com uma rede de profissionais que asseguram o acesso ao ensino oferecido pela instituição de forma mais igualitária. O Programa de Inclusão e Acessibilidade (PIA) da Unicentro procura atender e acompanhar o desempenho escolar de estudantes com necessidades educacionais especiais, como os alunos com deficiência, déficit de aprendizagem e também os alunos indígenas.

Uma cerimônia realizada há alguns dias no campus Santa Cruz da Unicentro celebrou o aniversário do PIA. Na ocasião, alguns profissionais que fizeram parte da história do programa foram homenageados, como Evelize Vasco, que trabalha há nove anos no PIA e no ano passado assumiu a coordenação.

“O meu trabalho é fruto do que os alunos e as pessoas com deficiência que frequentam o setor me estimulam a fazer. Se não fosse eles, a coragem deles, a luta deles no dia-a-dia, acho que eu não teria toda energia que eu acabo tendo para estar aqui todo dia correndo atrás das das coisas que precisam ser feitas”, conta Evelize.

Também estiveram presentes alunos, professores, tutores, intérpretes e autoridades da Unicentro. A intérprete de Libras Suellen de Quadros Soares, trabalha há mais de três anos no PIA e acredita que o Programa faz uma ponte muito importante entre a tríade professor-intérprete-aluno.

“É um trabalho crucial para a comunidade surda acadêmica, garantindo não apenas o ingresso do surdo na universidade, mas sua permanência e seu direito linguístico em todas as atividades ofertadas”, contextualiza.

De acordo com a coordenação do PIA, atualmente, a Unicentro tem entres seus discentes 7 alunos surdos, matriculados nos cursos de Administração, Artes, Letras e Pedagogia e, é considerada a universidade estadual paranaense com mais alunos surdos e intérpretes em cursos presenciais.

A intérprete Jiane Ribeiro Neves e atual coordenadora do Centro de Apoio ao Surdos, de Guarapuava, sinalizou em respeito à comunidade surda presente e teve sua fala interpretada por sua colega de trabalho Suellen de Quadros Soares (Foto: Coorc Unicentro)

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