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Preso morre enforcado na cadeia pública de Guarapuava
Essa é a 2ª morte dentro da cadeia pública de Guarapuava em 2020. No ano passado, sete presos morreram no sistema prisional na cidade. Seis dentro da cadeia
Gilson BoschieroJornalista
5 min de leitura
(Foto: Larissa Ortiz/RSN)
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[caption id="attachment_183094" align="aligncenter"](Foto: Reprodução/G1)cadeiao-1 Uma das celas do cadeião (Foto: Reprodução/G1)[/caption]
Um preso da carceragem da cadeia pública de Guarapuava foi encontrado morto na cela na manhã desta terça (5). De acordo com informações repassadas ao Portal RSN, a morte por enforcamento ocorreu nas primeiras horas da manhã.
O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) onde será identificado oficialmente. Esta é a segunda morte registrada em 2020 dentro da cadeia pública de Guarapuava. A primeira foi no dia 23 de janeiro quando um preso foi encontrado degolado.
O caos instalado dentro da Cadeia Pública de Guarapuava pode ser traduzida pelas mortes em série, a maioria por enforcamentos. De março até junho de 2019, seis presos foram mortos enforcados em Guarapuava. Cinco na cadeia e um na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG). Todos de forma parecida.
Há muito tempo, o Portal RSN denuncia com reportagens, a precariedade da cadeia, as mortes, as tentativas de fuga e as apreensões de drogas, armas e celulares. Também não é novidade que na cadeia de Guarapuava existem mais de 40 faccionados do PCC.
Porém, eles disputam o poder dentro da carceragem, e têm como moeda de troca, o medo e a vida de quem não adere à facção. Assim, trata-se de um submundo que quem conheceu, tenta esquecer. Até o ano passado, o Departamento Penitenciário do Paraná havia informado que a cadeia possuía 429 presos. Porém, o espaço foi construído para abrigar 166 presos provisórios. Superlotada, a cadeia é portanto, um barril de pólvora prestes a explodir.
SISTEMA CARCERÁRIO
Guarapuava está incluída no ‘pacote’ anunciado pelo Governo do Paraná em agosto de 2019. Conforme o anúncio, a modernização do sistema carcerário se dará em 33 unidades de 13 municípios paranaenses.
Na época, o Governo afirmou que as obras absorverão R$ 14 milhões, recursos estes do tesouro Estadual.
Segundo o Governo, as intervenções serão gerenciadas pela Paraná Edificações (Predi), de acordo com a demanda de cada unidade. O prazo dado em agosto era até 210 dias, ou seja março deste ano.
De acordo com o Departamento Penitenciário do Estado (Depen), o ‘pacote’ será destinado a penitenciárias, cadeias públicas, delegacias, casas de custódia e institutos médicos legais (IML) do Estado.
CASA DE CUSTÓDIA
O problema da cadeia pública de Guarapuava precisa ser resolvido pelas autoridades, com a construção de uma casa de custódia. Assim, o cadeião bem no Centro da cidade seria desativado, acabando com o medo que envolve moradores do entorno da 14ª Subdivisão Policial, que hoje cede parte da estrutura para a carceragem.
Também em agosto de 2019, o recurso para a construção da Casa de Custódia em Guarapuava foi previsto no Orçamento do Governo do Estado para 2020. A garantia foi dada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) à deputada Cristina Silvestri (Cidadania).
Na época, de acordo com a Sesp, o valor de R$ 20 milhões permitirá uma obra que vai acolher 752 presos. Embora a área ainda não esteja definida, há dois locais que foram oferecidos ao Estado. Uma delas, com oito mil metros quadrados é junto às penitenciárias Industrial de Guarapuava (PIG) e Estadual de Guarapuava (PEG UP). A outra opção é uma área de 72 mil metros quadrados já pertencente ao Governo no Jordão.
A luta pela Casa de Custódia em Guarapuava é antiga. Várias foram as audiências com secretários de Segurança nas últimas gestões. Assim, no final do mandato da ex-governadora Cida Borghetti (PP), ela autorizou a construção da Casa de Custódia. Entretanto, a obra foi confirmada pelo governador de Carlos Massa Ratinho Junior (PSD).
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Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.