Ipec quer colocar Guarapuava como polo de pesquisa para o Câncer

O Ipec conta com a participação de pesquisadores de várias áreas e de instituições de ensino e de pesquisa de várias partes do mundo

Ipec quer colocar Guarapuava como polo de pesquisa para o Câncer  (Foto: Arquivo/RSN)

O Instituto de Pesquisa para o Câncer (Ipec) de Guarapuava quer tornar o município polo de pesquisa sobre a doença. De acordo com o diretor do Ipec, David Figueiredo, o objetivo é formar um centro de referência para todo o país. “Queremos pesquisar sobre o câncer, saúde humana em geral, agrícola e pecuária. Tudo isso com abordagem genética e genômica. Além disso, queremos ser um centro de formação em recursos humanos para diferentes patologias”.

O Ipec foi fundado em novembro de 2019 por meio de uma parceria entre a Unicentro, a Acig e o Hospital do Câncer. De acordo com a universidade, o Instituto começou a desenvolver as atividades na segunda quinzena de junho deste ano. Mas a entrega oficial ocorreu no dia 22 de julho, no mesmo dia da entrega da primeira fase do Câncer Center.

Com sede no bairro Cidade dos Lagos, o Ipec conta com a participação de pesquisadores de diversas áreas, sobretudo da saúde. Além disso, tem a colaboração de instituições de ensino como da Universidade de São Paulo e Universidade de Illinois, dos Estados Unidos. Entretanto, a base de atuação é o Paraná. Por isso, as instituições estaduais de ensino superior público estão envolvidas nos projetos de pesquisa.

PESQUISAS DESENVOLVIDAS

O Ipec tem como filosofia juntar diferentes expertises. Dessa forma, nós temos a possibilidade de desenvolver pesquisas com um nível de profundidade muito maior e temos a possibilidade de destacar ainda mais o Paraná.

A professora e representante da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Marcia Consolaro, diz que o Ipec vai integrar pesquisadores de todo o Paraná. A busca é por pesquisas fortes e competitivas e resolutivas. “Para isso, fazem parte do projeto investigações básicas e também aplicadas. Assim, buscando respostas rápidas e soluções práticas e aplicáveis. Para isso, o Instituto conta com equipamentos de alta performance e metodologias de última geração”.

O IPEC nasceu como centro de pesquisas avançado. Assim, um dos primeiros trabalhos busca identificar fatores genéticos que possam estar relacionados com o grau de gravidade na contaminação pelo novo coronavírus. Desta forma, encontrando, correlações genéticas com a covid-19.

GENETICISTA

Em 12 de agosto, o Ipec ganhou uma nova pesquisadora. Trata-se da geneticista guarapuavana Daiane Simão. Ela passou a integrar a equipe e incorpora os estudos genéticos na área da saúde. O foco atual é a covid-19. A pesquisadora traz consigo a experiência adquirida no Instituto Karolinska, sediado em Estocolmo na Suécia. E é a primeira brasileira a integrar o Instituto, considerado o maior centro de pesquisa médica do mundo.

Ela acredita que o Ipec vai contribuir para a melhoria de qualidade de vida, da perspectiva de tratamento e de diagnóstico no país. A pesquisadora observa que o Brasil tem uma população com uma diversidade genética muito grande. “Assim, carecemos de centros de pesquisa que atuem na investigação da nossa diversidade para pensar em testes e diagnósticos. Assim, como pensar em tratamentos para nossa população”.

Embora o foco central das pesquisas que serão desenvolvidas no Ipec seja o câncer primário, os estudos genéticos englobarão outras doenças como o Alzheimer e as cardiomiopatias. Para isso, os pesquisadores também são de diferentes áreas e têm variadas expertises, como a oncogenética, a neurogenética e a cardiogenética.

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