Manvailer será ouvido nesta quinta feira (13), em Guarapuava

O pai e a irmã de Tatiane Spitzner, que morreu há quatro meses, também serão ouvidos. Juíza decidirá se réu vai a júri popular

Luís Felipe Manvailer está preso há quatro meses (Foto: Reprodução)

A juíza Paola Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, ouvirá nesta quinta feira (13) o biólogo Luís Felipe Manvailer, acusado do feminicídio de sua então esposa, a advogada guarapuavana Tatiane Spitzner. A fala de Manvailer, que está preso há quatro meses na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), ocorre dois dias após 13 testemunhas terem sido ouvidas sobre o caso.

Caso Tatiane chegou a fase de audiências de instrução ainda com forte apelo popular. Morte da guarapuavana teve repercussão internacional (Foto: Reprodução/Arquivo)

A audiência de instrução está marcada para às 9h da manhã e o horário específico em que Luís Felipe será ouvido não foi divulgado. Além dele, o pai de Tatiane e a irmã também serão ouvidos pela juíza. Eles não autorizaram que Manvailer permaneça na sala enquanto seus depoimentos forem colhidos. Outras testemunhas também serão ouvidas ainda hoje, até o final do dia.

A maior expectativa em torno do depoimento de Manvailer é se ele mudará ou não a versão que deu ainda na audiência de custódia, logo após ser preso, de que Tatiane teria pulado da sacada e cometido suicídio. Na audiência de instrução da última terça (11), a defesa de Manvailer insinuou o suicídio de Tatiane diversas vezes enquanto fazia perguntas às testemunhas, mesmo um laudo do Instituto Médico Legal (IML) que aponta a causa da morte como asfixia mecânica. Durante as últimas audições, Luís Felipe pôde participar e ouviu parte dos depoimentos – apenas quando as testemunhas a serem ouvidas autorizavam a sua presença. Durante todo o dia, ele se manteve calado e fez anotações.

DECISÃO

Após a audiência desta quinta (13), a juíza Paola Mancini poderá tomar três decisões. Uma é enviar o réu a júri popular; outra, é entender que Luís Felipe não é culpado e, por consequência, libertá-lo; uma terceira opção, ainda, é enviá-lo ao júri popular, porém, por outros crimes que não os que foi acusado na denúncia do Ministério Público. Sob ele, pesam denúncias pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual, cárcere privado e por causar intenso sofrimento físico e psíquico na vítima.

Paola não tem data para divulgar seu veredito.

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